A Aliança Solar Internacional (ISA) elegeu o Brasil um dos quatro países com grande potencial técnico, comercial e para atrair pessoas que desejam investir em energia solar. A informação foi divulgada em novo relatório da instituição.
Desenvolvido em parceria com a auditoria Ernst & Young, o estudo analisa o progresso dos países membros da Aliança em sete indicadores-chaves: macroeconomia, políticas favoráveis, viabilidade tecnológica, maturidade do mercado, infraestrutura, ecossistema de financiamento e imperativos energéticos.
A instituição classificou o Brasil como “Achiever”, a categoria principal do ranking, ao lado da Índia, dos Emirados Árabes e Arábia Saudita. “Devido ao forte potencial, metas robustas de sustentabilidade, alta irradiação solar e desenvolvimento da infraestrutura de energia, a Índia emergiu como líder entre os países membros da ISA junto com o Brasil, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos”, diz o documento.
De acordo com o relatório, entre 2015 e 2019, o mercado de energia solar no Brasil teve um aumento de 259%, com uma capacidade instalada de 157.580 MW. Para expandir o sistema, é necessário superar alguns desafios, como facilitar o acesso financeiro e melhorar a infraestrutura.
Recorde
Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) revelou que o Brasil ultrapassou a marca histórica de 8 gigawatts (GW) de potência operacional, sendo 3,1 GW de potência e 1,7% em capacidade instalada em grandes usinas solares.
Segundo a entidade, existem mais de 411 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que favorecem 514 mil unidades consumidoras. Desde 2012, o país arrecadou mais de R$40 bilhões em investimentos no setor, que gerou mais de 240 mil empregos acumulados.
O sistema fotovoltaico é a sexta fonte de eletricidade do país, atrás de hidrelétrica, eólica, biomassa, termelétricas a gás natural, termelétricas a diesel e óleo combustível.
A Absolar estima que os novos investimentos provados no segmento poderão ultrapassar R$ 22,6 bilhões em 2021 e a adição de mais de 4,9 GW de potência instalada. Para a geração distribuída está prevista a expansão de 4,4 GW para 8,3GW, um crescimento de 90% em relação ao instalado até 2020.





























