11º colocado no ranking mundial, Brasil pode ser pioneiro da América Latina a produzir energia limpa.
Considerado o primeiro colocado da América Latina a ter uma alta atratividade para os investimentos em energias renováveis, o Brasil ocupa agora o 11º lugar no ranking mundial de países que são atrativos a estes investimentos, segundo a empresa EY, de consultoria e auditoria. Essa posição favorável ao Brasil mostra que o país está prosseguindo com os planos de regulamentação do mercado de energias renováveis, como a eólica offshore, ou seja, relativa ao mar. Segundo a própria EY, o país pode crescer ainda mais neste ramo da energia eólica, uma vez que a quantidade e a frequência dos ventos atendem bem as expectativas para as fontes.
O avanço dos estudos e a implementação de energias renováveis é uma medida de contenção do aquecimento global – uma preocupação de todo o mundo. O investimento em energias limpas infelizmente tem sofrido diminuições consideráveis, sobretudo em países em desenvolvimento, e a pandemia de COVID-19 só agravou a situação, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). O diretor da agência Faith Birol disse em entrevista que neutralizar o uso do carbono no mundo “não é uma corrida entre países, mas contra o
tempo”. Na prática, isso significa que, tanto a iniciativa privada, quanto os órgãos públicos, devem se unir para uma grande ação internacional de redução de emissão de CO2.
Além de ser benéfico para o meio ambiente, o uso de energias renováveis também afeta positivamente o bem-estar da humanidade, uma vez que, contendo o aquecimento global, diminui-se também o número de mortes por condições meteorológicas extremas, como altas e baixas temperaturas, bem como tempestades e inundações. Apesar de custar mais caro, o valor da implementação de energias limpas tem apresentado queda: as instalações de fotovoltaicas (para energia solar) caíram cerca de 50% entre os anos de 2015 e 2019 nos países em desenvolvimento, enquanto a instalação de energia eólica reduziu cerca de 20% nos mesmos locais.
Os custos também são compensados a longo prazo e vêm com benefícios: esses tipos de abastecimentos de energias são potentes e podem, inclusive, dar conta de serem usadas em empresas e faculdades, o que é ótimo para cursos da área da saúde, como faculdade de psicologia, enfermagem e medicina, além de outros cursos que precisam de muitos equipamentos ligados em tempo integral. Outro ponto positivo para investir em energias renováveis é a possibilidade de criação de empregos no ramo: de acordo com estudo do Ministério de Minas e Energia, a produção de energia renovável no Brasil já gerou mais de 250 mil empregos nos últimos nove anos, e a previsão é de que gere outros 200 mil até 2016.
Com mais investimentos e aderência, o uso de energias renováveis preserva o meio ambiente, a saúde e também pode se tornar o ramo de trabalho de muitas pessoas, além de não perder em nada para a energia produzida por meio de CO2.































