Brasileiros estão mais interessados pela carne vegetal

proteínas alternativas
(Foto: Unsplash)

Metade dos brasileiros reduziu o consumo de carne animal nos últimos 12 meses. Em 2018, o número de pessoas que se consideravam flexitarianas era de 29%. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita realizada pelo The Good Food Institute (GBI Brasil), em parceria com o Ibope. O levantamento foi respondido por 2 mil pessoas em todo o Brasil.

Das pessoas que reduziram o consumo de carne animal, 25% estão consumindo menos carne em cada refeição e 12% fazem pelo menos uma refeição sem carne. Outros 12% pararam de comer carne em determinados dias da semana e 1% parou totalmente de comer carne.

Entre os alimentos que têm substituído a carne no dia a dia estão: legumes, verduras e grãos (47%); alternativas vegetais parecidas com as de origem animal (12%); vegetais e, às vezes, carne de origem vegetal (12%); produtos vegetais que não são parecidas com as de origem animal (7%) e carne de origem vegetal (6%).

“A pesquisa confirma que o conceito de alternativas vegetais no Brasil tem crescido muito rapidamente e está, cada vez mais, conquistando consumidores que ainda consomem produtos de origem animal. Esse público, chamado de flexitariano, cresceu quase 40 milhões nos últimos dois anos”, analisa Raquel Casselli, gerente de engajamento corporativo do GFI Brasil.

Tendências

A pesquisa mostrou que, na hora da compra de alternativas vegetais, os brasileiros optam por produtos com menos gordura, que sejam feitos por ingredientes naturais e a quantidade de proteína. A presença de vitaminas, cálcio e zinco, e ter menos sódio também atraem o consumidor.

Os brasileiros valorizam produtos com sabor, textura e aroma semelhantes aos produtos de origem animal, ter um preço similar e forma de preparo similar.

Em relação ao preço, 30% concordariam a pagar 30% mais se os alimentos tivessem aditivos naturais ao invés de artificiais. Seguidos por alimentos sem gorduras saturadas (30%), não tivesse gorduras hidrogenadas (23%), com menos açúcar (17%) e sem glúten (9%). 26% dos entrevistados não pagariam a mais por nenhuma das opções citadas.

Para Casselli, o preço ficará mais competitivo à medida que a escala destes produtos aumentar com o domínio das tecnologias e a oferta de ingredientes nacionais.

Sobre a escolha ao consumir uma alternativa vegetal, a maioria (40%) não compraria os alimentos com base em outros produtos vendidos pela marca. Já 31% preferiria comprar apenas de empresas que tem outros produtos totalmente vegetais; 22%
sobre o uso da soja, 74% consumiria pelo menos uma das opções de hambúrgueres.

Transgênicos

Sobre ingredientes usados na produção de carne vegetal, a pesquisa indicou que os consumidores têm uma boa aceitação do uso de soja, mas tem receio em relação aos transgênicos.

A maioria ouviu falar sobre estes ingredientes, mas não se aprofundaram o seu conhecimento, 34% nunca pesquisaram sobre o assunto e apenas 9% consideram que entendem muito sobre transgênicos.