Carnaval de preços altos!!!

(Foto: Reprodução)

É isso mesmo! O título não está errado. O assunto de hoje é tentar descobrir por qual motivo ocorre a exploração do turista e, não, do Turismo em épocas de diversão e alegria.

Esse fato não vem, apenas, do comerciante que, em geral, aproveita a oportunidade para “levar vantagem”, já que não há como escapar da sede…

Só para você ter um exemplo: quando consome uma refrescante caipirinha, mesmo que com mais gelo do que outros ingredientes, 76,66% do que você paga vão pra conta do governo, como impostos. Se você prefere um chope bem tirado, com pouca gola, está mandando para os cofres públicos 62,2% do que está ingerindo. Mas, se preferir a latinha ou ainda a garrafa de cerveja, saiba que 55,6% vão para o seu “sócio” majoritário.

O governo, por sua vez, explica que desonera o que é essencial, mas “capricha” no que não o é. Nesse caso, máscaras de plástico, colares havaianos, fantasias, etc. mandam para as burras do governo entre 35% e 45%.

A outrora dupla romântica “confete e serpentina” têm embutidos em sua inocente composição o total de 43,83% de impostos e os não tão inocentes sprays de espuma têm 45,94%.

E a coisa não para por aí, se você decidir assistir aos desfiles das tradicionais escolas de samba ou vai emprestar o seu charme e graça a uma delas, saiba que estará deixando 22,32% para o governo, sendo que esse índice sobe para 36,28% se o caso for hospedagem, transporte e ingresso para as mesmas atividades…

No final de tudo, como são apenas três dias (oficiais) de folia, pra que esquentar a cabeça e ficar se preocupando com o dinheiro, né? Pensando da mesma forma, mas, do outro lado do balcão, o vendedor manda ver nos quitutes “caseiros”, nas latinhas mal conservadas nos imundos isopores ou mesmo na combinação de bebidas que têm uma coloração diferenciada e que ninguém sabe o que tem dentro.

Nas praias, a venda de quase tudo que é proibido vai continuar solta, pois não há fiscal em número suficiente para ficar de olho em tudo. Nos quiosques, dependendo da fama, do artista convidado para alegrar o pessoal ou mesmo da simpatia do dono, o preço do consagrado camarãozinho tira-gosto vai ficar mais salgado que a própria linguiça. Daí vem a necessidade de uma cerva estupidamente gelada e por aí vai o nosso rico dinheirinho…

Mas, apesar de tudo isso que relatamos acima, segundo pesquisas bastante atuais, o consumo de produtos típicos pré-carnavalescos aumentou em 25% em relação ao ano de 2016. Sinal de que a crise já passou e que o povo quer mesmo é se divertir.

Como “Vox Populi, Vox Dei”, a sugestão é a tradicional: dirija com cuidado, não beba se for dirigir, sexo só camisinha e o resta deixe por conta de Momo!!!