O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, publicou um relatório confirmando que o zika vírus é o responsável pela microcefalia e outras más-formações durante a gravidez.
Publicado na revista New England Journal of Medicine, o documento apresenta uma detalhada revisão de diversos estudos realizados para detectar a relação entre o vírus e a microcefalia. Em comunicado à imprensa, o diretor do CDC, Tom Frieden, afirmou que “esse estudo marca um ponto de virada na epidemia de zika”.
O diretor ainda afirmou que o Centro está realizando mais estudos para determinar se o vírus pode causar outros danos ao cérebro e problemas de desenvolvimento.
Para estabelecer a relação entre o vírus e a doença por meio dos estudos, os cientistas do CDC utilizaram como método os “critérios de Shepard” – uma série de sete regras criadas em 1994, pelo pediatra Thomas Shepard. Dos sete critérios, quatro foram identificados pelo CDC, enquanto três não foram considerados essenciais para a pesquisa.
O primeiro – que determina a exposição ao agente causador em momento crítico do desenvolvimento fetal – foi confirmado devido o grande número de mulheres que contraíram zika e tiveram filhos com má-formação. O segundo critério exige pelo menos dois estudos de alta qualidade e que foi confirmado com a contribuição de vários estudos. O terceiro e o quarto critérios foram preenchidos já que há um defeito congênito específico e uma associação entre uma exposição rara e um defeito congênito raro.
As primeiras provas da relação entre o zika vírus e a microcefalia foi registrada pela ginecologista brasileira Adriana Melo, que em novembro de 2015, alertou o mundo sobre a situação.
** Com informações do Estadão



























