Chile anuncia o fim de investimentos em usinas de carvão

(Foto: Pixabay)

O governo do Chile fez um acordo com as principais geradoras de eletricidade para encerrar a construção de novas usinas de carvão que não possuem sistemas para reter a emissão de poluentes ou outras tecnologias equivalentes.

A geração de eletricidade por carvão corresponde a 40% da matriz energética chilena, com 15 plantas e 27 unidades a base de carvão.

Para realizar a meta, o governo chileno estipulou que as empresas não começarão novos projetos de carvão, que não possuem sistemas de captura e armazenamento de carbono ou outras tecnologias; e será criado um Grupo de Trabalho para analisar os elementos tecnológicos, ambientais, sociais, econômicos, de segurança e de suficiência de cada planta e o sistema elétrico como um todo.

O governo prevê também a criação de um cronograma para o fim gradual das operações da usinas de carvão, que emitem altas taxas de carbono.

Em entrevista ao jornal La Tercera, o ministro da Energia do Chile, Andrés Rebolledo, disse que o processo será finalizado entre 2030 e 2050, quando será diminuída a influência das usinas termelétricas no Chile. O plano é investir em energia solar, eólica e em hidrelétricas.