Após o surto de zika vírus, que atingiu o Brasil no ano passado, e a constatação que a doença pode causar microcefalia em fetos ou bebês recém-nascidos, cientistas em todo o mundo estão em busca de formas de tratamento. E estão chegando perto.
Cientistas americanos desenvolveram uma terapia que tem o potencial de proteger os bebês no útero de mulheres infectadas pelo Zika vírus. O tratamento consiste no uso de anticorpos de células sanguíneas de pessoas que já contraíram a doença e a combateram.
O estudo, publicado na revista científica Nature, foi testado apenas em ratos de laboratório e constatou que o tratamento reduziu substancialmente a quantidade de vírus presente no sangue materno, afetando menos a placenta e os ratinhos.
Apesar do sucesso no laboratório, os cientistas afirmaram que ainda serão necessários anos de testes para ter certeza que o tratamento é seguro e efetivo para ser utilizado por mulheres grávidas.
De acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 200.465 casos prováveis de febre pelo vírus Zika entre janeiro e setembro de 2016, tendo sido confirmados 109.596 casos. Entre gestantes, o número de casos prováveis registrados foi de 16.473, sendo 9.507 confirmados. Ao todo, 9.862 casos de microcefalia foram notificados até outubro, sendo 2.063 confirmados.
** Com informações da revista Exame





























