Começa a COP 26 e Brasil anuncia meta de reduzir 50% de emissões até 2030

120 Chefes de Estado e delegações governamentais de 200 países se reúnem na cidade de Glasgow, na Escócia, com o objetivo de atualizar as metas para conter o aquecimento global e a crise climática.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, abriu a conferência afirmand que é crucial para se evitar os efeitos mais desastrosos da mudança climática, um desafio agravado pela incapacidade das grandes nações industrializadas de concordar com compromissos mais ambiciosos. “Embora a COP26 não seja o fim das mudanças climáticas, ela pode e deve marcar o início do fim”.

A brasileira Txai Suruí, ativista indígena de 24 anos, defendeu a Amazônia e afirmou que os povos indígenas têm ideias para adiar o fim do mundo. Que a gente pare com as falsas promessas, discursos vazios e que a gente lute por um futuro sustentável.

“Meu nome é Txai Suruí, eu tenho só 24, mas meu povo vive na Amazônia há cerca de 6.000 anos. Meu pai, o grande chefe Almir Suruí, me ensinou que nós devemos ouvir as estrelas, a lua, os animais e as árvores. Hoje, o clima está aquecendo, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, e nossas plantas não florescem como antes. A Terra está falando, e ela nos diz que não temos mais tempo”, disse ela.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que vai cortar emissões de gases em uma gigatonelada até 2030, como publicado hoje na estratégia de longo prazo para alcançar a meta de zero emissões até 2050.

“Há uma oportunidade incrível para todos nós. É um momento de inflexão na história do mundo. Podemos criar um futuro limpo e bons empregos e oportunidades no mundo. Podemos aumentar o padrão de vida no mundo. É uma demanda moral e econômica”, disse ele.

Já no pavilhão do Brasil na Conferência do Clima, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou aumento na previsão de cortes de emissão de gases de efeito estufa. A nova previsão é cortar 50% das emissões até 2030 – antes, esse patamar era de 43%. A mudança, porém, não melhora as ambições climáticas do governo, que tem sofrido pressão internacional para ampliar seus compromissos contra o aquecimento global.  Ambienbtalistas afirmam que é uma “pedalada” do governo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, usou um tom dramático para enfatizar que “É hora de dizer basta. Chega de maltratar a biodiversidade. Chega de nos matarmos com o carbono. Chega de tratar a natureza como lixo. Basta de queimar, perfurar e minar cada vez em maior profundidade. Estamos cavando a própria cova”, advertiu.

Do lado de fora, nas ruas de Glasgow, a ativista adolescente Greta Thunberg puxou uma passeata. Ela endossou uma petição online ( que tem mais de um milhão de assinaturas) acusando os líderes políticos de traição, porque os países ainda não cumpriram suas metas para responder às mudanças climáticas..

Acompanhe a COP 16

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