Um estudo, realizado pela Universidade de Edimburgo, constatou que comer demais afeta tanto a saúde, quanto prejudica a alimentação da população mundial e o meio ambiente.
De acordo com a pesquisa, mais alimentos são perdidos do que se pensava anteriormente. A população mundial consome cerca de 10% mais alimentos do que precisa, enquanto 20% dos alimentos produzidos são desperdiçados pelos consumidores, sendo 9% jogado fora ou deixado para estragar.
Para realizar o estudo, cientistas coletaram dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a fim de examinar dez etapas fundamentais no sistema de alimentação global, incluindo o consumo de alimentos e o crescimento e colheita de culturas.
Os pesquisadores também concluíram que 2,1 bilhões de toneladas de alimentos, o equivalente a quase metade das colheitas, são perdidas por consumo excessivo, desperdício e ineficiência nos processos de produção.
A produção de gado é o processo menos eficiente e corresponde a 40% de todas as perdas de colheitas. Ao todo, são perdidas 840 milhões de toneladas e, aproximadamente, 1,08 bilhão de toneladas de colheitas são utilizadas para produzir 240 milhões de toneladas de produtos de animais, incluindo alimentos derivados, como carnes, ovos e leite.
A pesquisa mostra que atender a demanda por certo alimento, principalmente se há o aumento de procura, pode reduzir a eficiência do sistema alimentar e dificultar que toda a população seja alimentada. Entre os danos ambientais causados estão: elevar as emissões de gases de efeito estufa, esgotar o abastecimento de água e perder a biodiversidade.
Para os pesquisadores, uma forma de reduzir o desperdício seria incentivar as pessoas a comerem menos produtos animais, reduzir o desperdício e não exceder as necessidades nutricionais do organismo.
** Com informações do UOL.





























