Entre 1975 e 2017, o conhecimento sobre sistemas de produção impactou mais a agricultura brasileira do que equipamentos, máquinas e sementes, analisa Eliseu Alves, fundador e ex-presidente da Embrapa.
Para Alves, a capacitação de profissionais, o chamado conhecimento “não cristalizado”, é responsável por 89,8% da produção agrícola. Em 1979, este índice estava em 64,17%.
O fundador da Embrapa explica que tratores, sementes e adubo, o que ele chama de “tecnologia cristalizada”, ainda são símbolos da evolução da agricultura, que a agricultura brasileira deu um salto com a capacitação de nossos profissionais.
“Eles desenvolveram sistemas de gestão e produção, adaptaram, criaram novos insumos e fizeram a informação chegar ao campo. Desenvolvimento está mais relacionado à gestão com informações atualizadas sobre os processos pelo agricultor do que o uso de uma determinada semente”, afirma.
Para Eliseu Alves, há equívoco ao se identificar a produção agrícola apenas com insumos ou produtos. “Desenvolvimento está mais relacionado à gestão com informações atualizadas sobre os processos pelo agricultor do que o uso de uma determinada semente.”
Atualmente, o setor privado está focado no desenvolvimento de novos produtos, enquanto o público, se concentra na geração de conhecimentos, como a forma adequada de aplicação de insumos, boas práticas de plantio, manejo, colheita e armazenamento, mapeamento dos riscos e as boas práticas para superá-los, dentre muitos outros.
** Com informações da Embrapa































