Após duas semanas de negociações, os 197 países que assinaram o Acordo de Paris chegaram a um consenso para a criação do “livro de regras”, que define as medidas para implementar os compromissos de cada país
O Acordo de Paris firmado em 2015 tem como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) para limitar o aquecimento da Terra a até 2ºC até o fim do século, com esforços para que a temperatura não ultrapasse mais de 1,5ºC.
As diretrizes receberam críticas de ambientalistas, que apontam a falta de ambição no documento devido a oposição de países, como os Estados Unidos, a Rússia, a Arábia Saudita e o Kuwait, que se recusaram a reconhecer as conclusões do relatório do IPCC, lançado há dois meses.
O “livro de regras” limitou a “convidar as partes a fazer uso das informações contidas no relatório” e omite uma referência anterior a reduções específicas nas emissões de GEE até 2030.
Para muitos países e ilhas de baixa altitude e que estão ameaçados pela elevação do nível do mar, as regras não são fortes o suficiente, mas tiveram que ser aceitas em troca de outros ganhos.
“Os desafios serão com alguns dos maiores participantes, em termos de aumentar suas responsabilidades e o que é necessário para realmente operacionalizar o Acordo de Paris”, disse Simon Stiell, ministro do Meio Ambiente de Grenada, à Reuters.
Para o Observatório do Clima, a COP 24 fracassou. “Seu resultado deixou de capturar de forma adequada o senso de urgência comunicado claramente pela ciência sobre a ação contra o caos climático. Além disso, deixou nas mãos dos países qualquer decisão sobre o que fazer com essa informação. Regras claras, afinal, só funcionam se houver gente disposta a entrar em campo para jogar”, avalia.
Mais crítica foi a coalizão Justiça Climática, que lembrou as palavras da adolescente sueca de 15 anos Greta Thunberg, que durante esta COP24 falou para os delegados: “os sofrimentos de muitos vão pagar os luxos de poucos”.
A próxima Cúpula Climática (COP 25) acontecerá em 2019 no Chile.
** Com informações do G1, Reuters































