As recentes denúncias de abuso sexual e estupro em Hollywood e o aumento de casos de feminicídio, que atinge oito mulheres por dia no Brasil, retratam a violência e os maus tratos que as mulheres vivenciam todos os dias ao redor do mundo.
Para alertar sobre a violência e maus tratos sofridos por mulheres sejam eles psicológico, físico ou sexual, a Organização das Nações Unidas reconhece 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
Pelo quarto ano consecutivo, a campanha global 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres ilumina de laranja os patrimônios históricos em diversos países para alertar sobre a causa.
O tema escolhido para este ano é “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e meninas”, em referência ao 5º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A data surgiu como consequência do Dia Latino-americano de Não Violência Contra a Mulher, criado durante o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho em 1981, que homenageou as irmãs Pátria, Maria Tereza e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas.
Os homens, que violentam as mulheres, são geralmente conhecidos das vítimas, como vizinhos, maridos, namorados ou ex-parceiros que não aceitam o término do relacionamento ou a autonomia da mulher.
“Como comunidade global, podemos acabar com a violência contra mulheres e meninas, transformar instituições e unir os esforços para erradicar a discriminação, restaurar os direitos humanos e a dignidade e não deixar ninguém para trás”, afirma Phumzile Mlambo-Ngcuka, secretária-adjunta da ONU e diretora-executiva da ONU Mulheres.
No Brasil, a campanha acontece até o dia 10 de dezembro e ilumina os edifícios e monumentos emblemáticos em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador.
** Com informações da ONU Brasil25





























