DOIS ANOS DE IMPASSE E BRASIL APROVA PLANO CLIMA COM AGROPECUÁRIA

 

Oito planos setoriais de mitigação, dezesseis planos de adaptação e um impasse que inviabilizou o anúncio durante a COP30: finalmente ficou pronto O Plano Clima, que estabelece que o Brasil deve limitar suas emissões líquidas nacionais a 1,2 bilhão de toneladas de CO2 equivalente até 2030.
Para 2035, a meta está entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas. Atualmente, as emissões estão em torno de 448 milhões de toneladas de CO2.
O documento representa a política pública mais abrangente já desenvolvida no país para enfrentar a emergência climática. Mas o caminho foi tenso, por causa do agronegócio atrasado em seus métodos de produção. O principal ajuste envolveu unidades de conservação, terras indígenas, territórios quilombolas e as áreas de assentamento.
O plano prevê três etapas, segundo entrevista publicada na revista Exame, com o Aloísio Melo, secretário nacional de Mudança do Clima.
A primeira trata da mudança de uso da terra em áreas públicas e territórios coletivos, incluindo áreas de conservação, terras indígenas e quilombolas, assentamentos rurais, assentamentos rurais e áreas não destinadas.
A segunda foca em áreas rurais privadas onde ocorre o desmatamento e a supressão de vegetação nativa.
A terceira categoria, engloba emissões diretas da atividade produtiva. Entram aí a fermentação entérica do gado, o uso de fertilizantes nitrogénio.
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