Educação Emocional na infância: necessária para o sucesso profissional!

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A correria do dia a dia, a busca por novidades, informações e a necessidade de sermos cada vez mais eficientes está nos tornando seres extremamente ansiosos e consumistas.

O efeito do descompasso recai como uma bomba sobre crianças e adolescentes, que “pegam” a rebarba dessa aceleração. Como reflexo vemos os pequenos desfrutarem por pouco tempo seus brinquedos, roupas e todo objeto que lhes é dado.

A ansiedade que é refletida pelos pais faz com que também eles assumam esse comportamento, exigindo sempre mais, em menos tempo, sem ao menos saberem os motivos.

Infelizmente eles são imersos muito cedo em um mundo onde as experiências são rápidas e fugazes.

Por isso mesmo, além da família, a escola – local onde permanecem por mais tempo ao longo do dia – tornou-se tão importante na função de ensiná-los a conviver com emoções ambíguas e lidar com a ansiedade, fúria e a contrariedade.

Se as instituições de ensino optarem por trabalhar a mente de uma criança ansiosa ou arredia, de um jovem alienado, de um universitário que não tem compromisso com seu futuro, ao invés de puni-los ou ignorarem, certamente poderão transformá-los em seres humanos com grande capacidade intelectual e emocional.

É desta forma que a educação emocional torna-se cada vez mais necessária em um mundo globalizado e alucinante.

Alguns estudos apontam que aspectos emocionais como autoconfiança, força de vontade e calma são tão ou mais importantes para o aprendizado na comparação com capacidades cognitivas como atenção, memória e organização.

Um dos levantamentos sobre o tema foi realizado a partir do cruzamento de dados de 35 mil brasileiros inscritos no site temperamento.com.br, conduzido pelo Psiquiatra Diogo Lara, da PUC do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, sob esse ponto de vista, é melhor ser alegre e desatento do que atento e desmotivado.

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Outra pesquisa, feita no Reino Unido, que acompanhou os registros de 17 mil crianças durante 50 anos, aponta que essas características influenciam mais o sucesso pessoal e profissional no adulto do que outros tipos de inteligência, como a lógico-matemática e a linguística.

Diante de tais resultados, especialistas concluíram que, se bem conduzidos, projetos que desenvolvem a inteligência socioemocional podem, inclusive, ajudar a criar caminhos neurológicos que tornam as crianças capazes de se recuperarem mais rapidamente de experiências negativas.

Assim, a Neuropsicóloga Adriana Fóz enfatiza a importância de trabalhar as emoções positivas das crianças desde a fase pré-escolar.

Uma criança confiante, bem-aceita e valorizada estará mais desperta para o aprendizado e será capaz de compreender mais facilmente, por exemplo, que errar faz parte da vida e aprenderá como agir diante de uma dificuldade. Assim, também saberá decidir se vai desistir, persistir ou se esforçar.

Reflexos no futuro

Desenvolver a inteligência emocional pode, mais tarde, fazer a diferença nos relacionamentos de amizade e amoroso, além de ser essencial para o sucesso no trabalho.

A maneira como homens e mulheres lidam com as emoções interfere – às vezes muito negativamente – na vida profissional.

A emoção é a base da decisão e da nossa reação ao futuro: se as emoções não têm poder para determinar os solavancos do mercado de trabalho, elas têm capacidade de comandar as suas reações diante de adversidades, negociações e decisões importantes na carreira.

Isso quer dizer que saber controlá-las é um grande passo para atingir o êxito profissional.

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