Embrapa completa 47 anos e apresenta soluções tecnológicas para o agronegócio

Produtor no campo de arroz com um tablet
(Foto: Freepik)

Nesta segunda-feira (27), o presidente da Embrapa, Celso Moretti, anunciou o lançamento de um conjunto de tecnologias e produtos para contribuir com o desenvolvimento sustentável no agronegócio.

A iniciativa faz parte da comemoração dos 47 anos de fundação da Embrapa. Moretti apresentou três plataformas tecnológicas:

  • O Tamba Plus, um serviço de análise genética para o peixe e o tambaqui, peixe amazônico com grande potencial de contribuir com o desenvolvimento da aquicultura brasileiro.
  • O Geo Matopiba, ferramenta de inteligência territorial estratégica para que os produtores que atuam nesses estados (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tenham acesso a informações integradas e para dar suporte a tomada de decisão.
  • E uma plataforma de diagnóstico fitossanitário para identificar doenças na maçã, no morango e pêssego, a partir da inteligência artificial. “É um sistema onde o produtor usando o aplicativo com sistema especialista disponível no celular pode identificar doenças nessas três frutas”, explicou.

Moretti ressaltou que a Embrapa ajudou o Brasil a se tornar um dos principais players no mercado internacional de alimentos ao desenvolver uma agricultura movida pela ciência, com pesquisa e desenvolvimento e tecnologia.

Segundo o balanço social da Embrapa, foram lançadas 224 tecnologias em 2019, que trouxeram um lucro social de R$ 46,49 bilhões. Isso significa que a cada um real investido, a sociedade teve um retorno de R$12,19.

Entre as soluções desenvolvidas e disponibilizadas recentemente está o bioinsumo BiomaPhos, o primeiro inoculante nacional de solubilização de fósforo. “O BiomaPhos é aplicado no solo e disponibiliza o fósforo retido no solo reduzindo a necessidade do produtor de aplicar mais fósforo no solo e o seu gasto. Também descobrimos que pode aumentar a produtividade no cultivo do milho”, diz o presidente.

A partir de 2020, a Embrapa tem quatro prioridades na agenda de pesquisa, segundo Moretti:

Agricultura digital

A Embrapa vai seguir com o investimento em tecnologias, como drones, sensores, Internet das Coisas (IoT), divisão computacional, entre outras, para ajudar o Brasil a dar um novo salto de desenvolvimento na agricultura.

Moretti ressalta que o Brasil precisa investir muito em conectividade para que essas tecnologias sejam acessadas pelos produtores.

“O Brasil precisa investir rapidamente em conectividade no campo. Segundo dados do IBGE em 2017, 72% das propriedades rurais ainda não possuem conectividade, ou seja, não tem acesso a internet. Isso é um gargalo que se precisa resolver”, afirmou.

Economia de base biológica

Desenvolvimento da economia de base biológica e bioinsumos para ter uma agricultura mais sustentável e competitiva. Apenas a Fixação Biológica de Nitrogênio desenvolvida e utilizada no cultivo da soja trouxe um lucro de R$ 22 bilhões para os produtores em 2019.

Intensificação ao sustentável

Investimento em sistemas integrados de Lavoura-Pecuária-Floresta (LPF). Hoje, existem no Brasil 15 milhões de hectares de Integração LPF. Os impactos econômicos das soluções tecnológicas em diversos tipos de manejo correspondem a R$4,5 bilhões em 2019, sendo que a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta corresponde a mais de R$2 milhões, de acordo com o balanço social.

Com isso, a Embrapa lançou, no ano passado, o conceito de carne de carbono neutro. Para 2020, está previsto o início de parcerias com o sistema privado para a certificação de carne de carbono neutro.

Edição Genômica:

Uso de tesouras biotecnológicas para editar o genoma de plantas, animais e microorganismos, e torná-los mais resistentes.