Empresas alimentícias querem regras mais rígidas para proteger as florestas

(Foto: Nelson Fonseca/ Embrapa)

Cerca de 20 grandes empresas, como supermercados, fabricantes de alimentos e cadeias de restaurantes, pediram à Grã-Bretanha que fortaleça um plano para impedir o desmatamento de florestas tropicais para o cultivo do cacau, do óleo de palma e da soja.

Atualmente, o Reino Unido desenvolve uma legislação para forçar o setor a restringir a supervisão de suas cadeias de abastecimento. O objetivo é penalizar empresas cúmplices do desmatamento e melhorar iniciativas voluntárias.

De acordo com a legislação proposta, as grandes empresas teriam que relatar como compram commodities tropicais. As empresas também seriam proibidas de usar produtos colhidos ilegalmente em seu país de origem.

Na carta aberta enviada as autoridades, as empresas afirmam que preferem uma orientação clara com regras padrão dos governos, ao invés de investir em iniciativas voluntários.

Além disso, a nova lei deixa uma grande brecha: os agricultores dos países em desenvolvimento podem desmatar florestas para cultivar safras comerciais para exportação sem infringir nenhuma lei.

As empresas querem que as novas regras britânicas se apliquem a todo o desmatamento e não apenas nos casos em que a destruição é ilegal.

Outra crítica feita pelas marcas é que a legislação não se aplicará a empresas menores, que podem importar quantidades consideráveis ​​de produtos

Os signatários da carta aberta incluem os supermercados Tesco, Marks & Spencer, Morrison’s e Sainsbury’s, as fabricantes de alimentos Unilever, Nestlé e Greencore Group, McDonald’s Corp e vários produtores de gado.