As empresas estão duas vezes mais propensas a relatar dados de risco climático após a pressão de investidores, de acordo com a nova pesquisa da CDP, plataforma de divulgação de mudanças climáticas.
Os investidores pediram a mais de mil empresas que divulgassem os seus dados sobre questões, como o impacto da companhia sobre as florestas, mudanças climáticas e segurança hídrica.
Duzentas e seis empresas atenderam ao pedido dos investidores em 2020, uma taxa de resposta de 20%. Juntas emitem cerca de 670 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO2) diretamente na atmosfera.
Segundo a diretora global de mercados de capitais do CDP, Emily Kreps, as empresas, que não estão se adaptando rapidamente a crise global climática, terão a sua resiliência e a sua adaptação aos riscos sistêmicos impactados se não prestarem atenção à demanda dos investidores.
No ano passado, 108 investidores institucionais com ativos combinados de US$ 12 trilhões pediram às empresas que divulgassem dados para o CDP, que obteve uma resposta particularmente forte de empresas sediadas na América Latina, Caribe, Europa e Japão.
Grandes empresas, como a Amazon.com e o Facebook, não divulgam os dados completos sobre emissão de poluentes e ação para frear as mudanças climáticas há quatro anos. Em relação aos países, o levantamento considerou a atuação da Austrália como falha na promoção de políticas e negócios que incentivem empresas a agirem no combate à mudança climática.
Ciência
As empresas devem ouvir os cientistas e alinhar os seus planos para zerar suas emissões, disseram executivos durante a conferência Reuters Next.
Para Sean Kidney, executivo-chefe da Climate Bonds Iniciative, governos e empresas precisam pensar sobre o que os cientistas alertam. Ele ressaltou que a pandemia de Covid-19 mostrou que precisamos ouvir a ciência.
Jeffrey Sachs, diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável de Columbia Universidade, disse que é importante para as empresas e líderes locais apoiarem a mudança para a energia limpa. Além disso, ele ressaltou que as pessoas precisam ser informadas sobre as abordagens, como a energia solar e eólica.































