A quantidade de energia solar produzida no mundo, em 2016, cresceu 50%, atingindo a capacidade de 305 gigawatts (GW) instalados. Em 2010, este número era de 50 GW, e no começo do milênio era praticamente nulo.
Segundo dados da SolarPower Europe, órgão de comércio de energia solar da Europa, a China e os Estados Unidos lideram o crescimento no uso desta energia renovável. Os dois países dobraram a quantidade de sistemas fotovoltaicos instalados em 2015.
Para a indústria do setor, o crescimento é “muito significativo” e a tecnologia é uma maneira crucial para o mundo cumprir seus compromissos contra a mudança climática.
“Para atender aos objetivos do Acordo do clima de Paris, seria importante que a energia solar pudesse continuar seu rápido crescimento. A indústria global de energia solar está pronta para fazer isso, e pode até acelerar”, disse James Watson, diretor-executivo da SolarPower Europe, ao jornal The Guardian.
Apesar do crescimento do mercado de energia solar, a quantidade instalada no Reino Unido, no ano passado, caiu metade do nível registrado em 2015, devido aos cortes do governo no incentivo para cidadãos instalarem os painéis em suas casas.
Porém, mesmo com a desaceleração, o Reino Unido ainda lidera o crescimento de energia solar na Europa com 29% da nova capacidade, seguido pela Alemanha (21%) e a França (8,3%).
Na Europa, a quantidade total de energia solar passou 100GW no início de 2016 e agora está em 104GW. “Precisamos construir um grande projeto industrial em torno da energia solar e energias renováveis. Para começar, aumentar o objetivo de 2030 para energias renováveis para, no mínimo, 35% [ao invés de 27%] vai enviar um forte sinal de que a Europa está de volta ao negócio solar”, disse Alexandre Roesch, diretor de política da SolarPower Europe.
As companhias de energia solar também têm incentivado a União Europeia a repensar nas tarifas anti-dumping, que impôs aos painéis solares chineses em 2013.
** Com informações do jornal The Guardian





























