Pesquisadores encontraram casos em que os sintomas do zika vírus reapareceram até três meses após a infecção, o que pode indicar a persistência do vírus no organismo e a possibilidade do zika se tornar uma doença crônica.
Segundo o chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Amilcar Tanuri, “Em alguns pacientes, em áreas endêmicas, nós os vemos terem sintoma de zika, fazemos o diagnóstico molecular, tem zika no sangue e, depois de um, dois e até três meses vemos casos de a pessoa voltar a ter dor articular e a ficar com edema na mão e conseguimos isolar o vírus ainda”, explicou.
Para explicar a reaparição dos sintomas, Tanuri possui duas hipóteses: a reativação do mesmo vírus ou o surgimento de uma nova infecção. Mas para determinar o motivo seria necessário realizar exames genéticos para avaliar o vírus no organismo.
O zika vírus pode ser detectado em uma paciente nos sete primeiros dias de infecção por meio de testes moleculares; na urina, por um período mais lento; e no sêmen, até dois meses após o inicio dos sintomas.
** Com informações do G1



























