Em ano de eleição, nova pesquisa do Instituto Ethos e Instituto Brasileiro de Certificação e Monitoramento (IBRACEM) revela a necessidade de promover maior integridade e transparência no uso dos recursos sob responsabilidade dos partidos políticos, das campanhas e de candidatos a cargos eletivos.
Os recursos utilizados para campanhas políticas são públicos, oriundos do Fundo Partidário e do Fundo Público Eleitoral. Dentre os prestadores em não conformidade analisados destacam-se gráficas e contratos de publicidade.
“Conseguimos realizar uma análise ampla de todos os fornecedores dos partidos políticos, seus candidatos e campanhas eleitorais. Esse conteúdo vai servir de base para dar transparência ao uso dos recursos públicos por parte dos candidatos e partidos. Além disso, vai ajudar os eleitores a conhecerem melhor o comportamento dos candidatos e partidos quando a transparência e a integridade das campanhas eleitorais estão em jogo”, avalia Caio Magri, diretor presidente do Instituto Ethos.
Na perspectiva de transformar esse cenário, o Ethos e IBRACEM propuseram um compromisso público pela integridade e transparência dos fornecedores de serviços e produtos dos partidos políticos e de campanhas eleitorais.
Entre as medidas que eles deverão se comprometer estão: publicar no sitio eletrônico oficial da campanha a lista dos fornecedores de produtos e serviços, em formato de dados abertos, informada semanalmente ao TRE ou TSE e não adquirir serviços e/ou produtos de fornecedores que não possuem a conformidade legal exigidas quando da utilização de recursos públicos.
A pesquisa “Conformidade legal de fornecedores de produtos e serviços a partidos políticos”, divulgada nesta terça-feira (12), foi realizada com base em amostra aleatória de 3 mil empresas contratadas para as campanhas eleitorais de 2016, cadastradas no sítio eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
** Com informações do Instituto Ethos


























