Europeus querem mudar hábitos para conter a mudança climática

mudança climática no céu
(Foto: Freepik)

A maioria dos europeus (72%) acredita que o seu comportamento e os seus hábitos podem fazer a diferença no combate à mudança climática, revelou uma pesquisa publicada pelo Banco Europeu de Investimento (EIB, sigla em inglês), nesta segunda-feira (11).

A pesquisa foi respondida por 27.700 pessoas nos 27 países da União Europeia. Para 82% dos entrevistados, a mudança climática é um dos três maiores desafios enfrentados atualmente em seu país. 80% disseram que já sentem os impactos do clima no seu cotidiano.

Com esta perspectiva, a maioria dos europeus está disposta a viajar menos de avião, a comer menos carne, comprar menos roupas e desistir de carros e serviços de streaming para ajudar no combate à mudança climática.

74% dos entrevistados disseram que pretendiam voar com menos frequência por razões ambientais. Deste total, 43% pretendem fazer isso “o tempo todo” e 31% que fariam “de vez em quando”. 71% planejam substituir o avião pelos trens para fazer viagens de curta distância.

Cerca de 66% dos europeus já comem menos carne para combater as mudanças climáticas e outros 13% disseram que planejam diminuir o consumo em breve.

“O período pós COVID-19 será uma oportunidade de dar um salto quântico na luta contra as mudanças climáticas. Uma recuperação verde poderia nos ajudar a acelerar a redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa que é necessária até 2030. Os cidadãos em todo o mundo estão conscientes de que seu comportamento individual pode fazer a diferença”, disse Ambroise Fayolle, vice-presidente do EIB.

A conscientização da população mundial ressalta a necessidade dos governos e empresas agirem mais rápido para reduzir as emissões de gases de estufa.

A União Europeia elabora, atualmente, um grande pacote de novas políticas para reduzir a poluição, que incluem a renovação de edifícios para usar menos energia, forçar as montadoras de automóveis para cumprir padrões de emissões mais rígidos e cobrar preços mais caros das fábricas que emitem poluentes.