Até o dia 20 de janeiro, acontece o Fórum Econômico Mundial de Davos, um encontro anual que reúne líderes da economia global para debater as principais tendências econômicas para o ano.
Nesta edição, os principais tópicos do debate serão voltados para a adoção de uma nova agenda de crescimento e desenvolvimento, que promova a igualdade, o fim da pobreza e o combate as mudanças climáticas.
Esta é a primeira vez que medidas para conter o aquecimento global e incentivar o desenvolvimento sustentável ganham destaque no Fórum, que contará com 15 sessões sobre mudança climática e mais nove de energia limpa.
“É importante proteger o meio ambiente ao mesmo tempo em que se busca o progresso econômico e social – para alcançar a harmonia entre o homem, a natureza e a harmonia entre a sociedade humana”, afirmou o presidente chinês Xi Jiping durante o Fórum nesta terça-feira.
Isso reflete o quanto está em jogo e como a Quarta Revolução Industrial ou Revolução 4.0 é importante não só para assegurar os lucros da empresa, mas também para evitar prejuízos.
Entre os assuntos que serão abordados durante o Fórum está a Liderança Responsiva e Responsável, ou seja, como é possível comandar um país ou uma empresa de forma que todos estejam incluídos.
Para a vencedora da Reunião Anual 2017, a sul-africana Zamantungwa Khumalo, “a liderança responsiva significa assumir a responsabilidade para o meu papel na construção da sociedade que eu quero viver. Ela não tem título, não tem faixa etária e tem muito pouco a ver se você é um funcionário eleito ou um CEO de uma empresa”, explicou em seu artigo.
Segundo a Oxfam, a distribuição da riqueza global indica que a metade mais pobre do mundo tem menos riqueza do que se pensava. Apenas oito homens têm a mesma riqueza de 3,6 bilhões de pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo, enquanto 1 em cada 9 pessoas passam fome todos os dias.
Esta diferença econômica tende a piorar com o crescimento do desemprego mundial. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que a taxa de desemprego será de 5,8% em 2017, sendo que o Brasil será responsável por 35% deste valor.
Outro tema que está afetando a economia global e será debatido pelos líderes mundiais é a quantidade de refugiados, que precisaram se abrigar em outros países para sobreviver à guerra. Com a migração destas pessoas somada aos discursos e atitudes nacionalistas – como o Brexit – e xenófobas, foi criado um movimento anti-globalização, que prega a intolerância e a discriminação de pessoas de outras nacionalidades e culturas.































