O ministro da Agricultura e Alimentação da França, Julien Denormandie, anunciou que o país investirá 100 milhões de euros em uma estratégia nacional de proteínas vegetais para alimentação e nutrição.
Do valor total, 50 milhões de euros serão destinados a estruturação de canais de comercialização, 20 milhões em inovação/ pesquisa e desenvolvimento, 20 milhões em investimento de apoio a agricultores, 7 milhões para aumentar a variedade de proteínas, e 3 milhões de euros para promover o consumo de leguminosas.
A estratégia é baseada em três prioridades para os próximos dois anos: reduzir a dependência da importação de produtos ricos em proteínas, principalmente a soja; melhorar a autonomia alimentar; e desenvolver uma diversidade de produtos locais feitos com leguminosas, como lentilha, feijão, grão de bico, ervilha, entre outros.
Atualmente, quase 1 milhão de hectares são utilizados para o cultivo de espécies ricas em proteínas vegetais. Com o plano, a França espera aumentar em 40%, cerca de 400 mil hectares, a área dedicada ao cultivo dessas espécies nos próximos dois anos.
“A França é a principal potência agrícola da Europa. Mesmo assim, nossa dependência das importações continua muito grande. Temos absolutamente de recuperar a soberania agroalimentar, e isso não pode ser feito sem o desenvolvimento da produção francesa de proteínas vegetais”, disse o ministro.
A iniciativa integra o “France Relance”, um roteiro que destinará 1,2 bilhão de euros para a reformulação social, econômica e ecológica da França até 2030. O plano é resultado de uma consulta nacional feita durante a pandemia de Covid































