De acordo com o embaixador Mauricio Lyrio, negociador-chefe do Brasil para o G20, no total desembarcaram no Rio representantes de 55 países e organizações internacionais. Papa Francisco envia, em seu lugar, o cardeal Pietro Parolin, que exerce funções equivalentes a de um primeiro-ministro.
Os temas de impacto em sustentabilidade, mudanças climáticas e transição justa terão como premissas básicas enfatizadas na necessidade de integrar as questões sociais e ambientais nas políticas de descarbonização da economia.
Na pauta estão:
Financiamento Climático: O grupo defendeu que a natureza não deve ser financeirizada, mas tratada como um bem comum. Propuseram que os países do G20 liderem um processo para aumentar compromissos de financiamento climático, com recursos novos e adicionais, direcionados especialmente para os países em desenvolvimento mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Inteligência Artificial e Dados: Sugerem a criação de um sistema nacional de dados ambientais, com dados públicos e privados, que dialogue entre os níveis nacional e local, promovendo a geração cidadã de dados reconhecida pelo estado.
Transição Energética Justa: Propuseram que o G20 promova o acesso universal e equitativo à energia limpa, com geração descentralizada e distribuída. Recomendaram salvaguardas para proteger ecossistemas e comunidades locais, incluindo uma moratória global para petróleo e gás.
Proteção da Biodiversidade Costeira: Propuseram uma transição energética justa para o setor pesqueiro artesanal, com bloqueio de usinas eólicas offshore que impactam a biodiversidade e as comunidades tradicionais.
Participação Social: Defendem uma transição justa com ampla participação social, incluindo sindicatos e associações, garantindo negociações coletivas e trabalho decente, com especial atenção às crianças e adolescentes.
Agroecologia e Proteção Florestal: Recomendam uma transição agroecológica, com desinvestimento em atividades que destroem a floresta e redirecionamento de investimentos para alternativas que garantam a proteção florestal e a demarcação de territórios indígenas.
As propostas do grupo refletem uma visão de sustentabilidade que integra justiça social, proteção ambiental e a participação ativa das comunidades locais, buscando influenciar a agenda global do G20 para uma governança mais inclusiva e resiliente.
O G20 – Cúpula Social, que ocorrerá nos dias 15 a 17 de novembro, antes da Cúpula de Líderes do G20, prevista para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.