Os óleos vegetais nas cozinhas são os maiores poluidores de águas doces e salgadas. Para se ter uma ideia, apenas 1 litro de óleo pode contaminar mais de 1 milhão de litros de água. Por isso, os resíduos de gordura não podem ter como destino pias, bueiros ou ralos.
Segundo a Oil World, o Brasil produz 9 bilhões de litros de óleos vegetais por ano. Desse volume, 1/3 vai para óleos comestíveis, ficando o consumo per capita em torno de 20 litros/ano, resultando numa produção anual de 3 bilhões de litros de óleo. Se levarmos em conta o montante coletado de óleos vegetais utilizados, temos menos de 1% do total produzido. Ou seja, mais de 200 milhões de litros de óleo usados por mês acaba tendo como destino rios e lagos.
No Grupo Risotolândia, que produz diariamente mais de 550 mil refeições, o óleo utilizado é armazenado em bombonas plásticas e coletado por uma empresa especializada. Depois, é feita a retirada de impurezas (restos de comida, farinha e água) e o produto é enviado para produção de biodiesel, tintas e cosméticos.
Com produção diária de mais de meio milhão de refeições, o Grupo Risotolândia destina mensalmente 7 mil litros de resíduos de óleo à Ambiental Santos
Em casa, os consumidores também podem fazer sua parte. Após utilizar o óleo, basta esperar esfriar, embalar numa garrafa PET e colocar no PEV (Ponto de Entrega Voluntário) mais próximo de casa.
Procure na internet serviços de coleta de óleo. O Instituto Triângulo, por exemplo, tem um mapa de postos.





























