Hoje é Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio

(Foto: Ministério do Meio Ambiente)

Comemora-se nesta sexta-feira (16), o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1994, para celebrar a assinatura do Protocolo de Montreal, em 16 de setembro de 1987.

O Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio tem como objetivo conscientizar as sociedades e os governos sobre a importância da preservação da Camada de Ozônio para garantir a estabilidade da vida da Terra.

Considerada o “escudo natural da Terra”, a Camada de Ozônio protege a superfície terrestre da incidência de radiação solar, também conhecida como raios ultravioleta, extremamente nociva para a saúde de todos os seres.

Com a industrialização desenfreada, as substâncias químicas emitidas foram destruindo a camada de ozônio, permitindo o aquecimento do planeta. Uma das principais causas é o Clorofluorcarbono (CFC), um composto sintético gasoso usado em solventes, sprays, geladeiras, ar-condicionado, entre outros, desde 1928, quando a substância foi sintetizada nos Estados Unidos.

Foi apenas na década de 1970, que os cientistas começaram a suspeitar que o CFC estivesse provocando um enorme rombo na camada. Mais de uma década depois, o geofísico inglês Joe Farman comprovou o fenômeno durante uma expedição à Antártida.

A solução encontrada pelos cientistas foi banir o uso de CFC e reduzir a produção e o consumo de Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDOs). A decisão foi ratificada pelo Protocolo de Montreal – tratado internacional assinado por 197 países em 1987.

Com o Protocolo de Montreal em vigor, a Camada de Ozônio tem se recuperado nas últimas três décadas. De acordo com dados da ONU, entre 2000 e 2013, houve um crescimento de quatro milhões de quilômetros quadrados – o equivalente ao tamanho da Índia – sobre a Antártida. Movimento constatado pela primeira vez desde o início da verificação em 1980. A projeção é que a Camada de Ozônio esteja totalmente recuperada até 2065.