Uma verdadeira revolução verde está tomando conta do planeta
A sustentabilidade nunca foi tão debatida quanto agora, e isso não acontece por acaso: os dados alarmantes sobre o aquecimento global exigem medidas urgentes de governos e mudanças drásticas de hábitos por parte da população a nível mundial. A fim de impulsionar as transformações necessárias para tornar o planeta mais sustentável, várias iniciativas foram criadas e buscam engajar todos os países na construção de um futuro mais saudável.
Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Agenda 2030 é um plano de ação global para mudar o mundo. O documento apresenta 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que visam promover o desenvolvimento urbano de forma equilibrada, levando em conta as áreas econômica, social e ambiental. As ações propostas já foram adotadas por diversas cidades – das menores às maiores –, com grande alcance e resultados.
As hortas urbanas são um dos vários projetos que têm gerado impactos positivos no meio ambiente, além de garantir a saúde e a segurança alimentar da população. Esse tipo de agricultura está mudando a paisagem das grandes cidades, com a criação de lavouras em pequena escala, seja no nível do solo ou em telhados e terraços.
As plantações contribuem para tornar o ar mais limpo e ajudam a equilibrar a temperatura, mas, principalmente, geram os alimentos que vão para as mesas de milhares de famílias. A horticultura urbana está sendo cada vez mais adotada e tem sido uma alternativa de sucesso para a demanda cada vez maior por alimentos, sem que haja a necessidade de desmatar novos terrenos e, consequentemente, atingir a biodiversidade local.
Uma das vertentes da agricultura urbana é a horta comunitária, onde espaços públicos ou privados são usados por determinados grupos para cultivar alimentos. Esse tipo de iniciativa proporciona comida saudável e, na maioria das vezes, orgânica para muitas comunidades pobres. A alimentação de qualidade, com menos alimentos ultraprocessados, é uma das orientações dos profissionais da faculdade de nutrição.
Além disso, as hortas urbanas podem se tornar uma ocupação e gerar renda para os integrantes das comunidades, já que eles próprios são os responsáveis por todo o trabalho – do plantio à colheita – e podem comercializar as verduras e os legumes excedentes.
Na capital paulista, temos a Horta Comunitária da Coruja, localizada no bairro Vila Beatriz; no interior, o Programa Agricultura Urbana, da Prefeitura de Botucatu, abriga pelo menos quatro projetos de hortas comunitárias; e, no Rio de Janeiro, o Programa Hortas Cariocas teve sua importância reconhecida pela ONU, em 2020.





























