Celulose microfibrilada: conheça o material sustentável que promete transformar a indústria

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Material é utilizado para reforçar o papel e pode ser aplicado na fabricação de diversos produtos.
No início da pandemia da Covid-19, a indústria brasileira começou a apostar em um novo material que entregou mais que o esperado e se tornou a grande promessa para o futuro de diversos setores. Trata-se do MFC (sigla em inglês para celulose microfibrilada), uma micropartícula da celulose extremamente fina, 10 vezes menor que um fio de cabelo, que está sendo utilizada para reforçar as propriedades do papel de uma forma natural e renovável.
Atualmente, a celulose microfibrilada está presente na fabricação de papel, cosméticos, fármacos e até mesmo na indústria alimentícia, na parte de embalagens. Por tornar o papel mais resistente, o material consegue controlar a viscosidade, através da suspensão de óleos. Já na indústria farmacêutica o MFC vem substituindo o carbômero, componente bastante utilizado na produção de diversos cosméticos e também do álcool em gel.
O MFC tem origem florestal e seus componentes podem ser coletados em abundância na natureza, o que o torna ainda mais atrativo para o mercado brasileiro. Essa característica também lhe garante propriedades 100% renováveis, então é um material sustentável e amigável ao meio ambiente, podendo ser reutilizado incontáveis vezes. Contudo, foram anos de pesquisas para alcançar o estágio em que se encontra e, até o momento, ainda estão sendo estudadas formas de aplicá-lo em outros setores.
Além de aprofundar sua aplicação nas áreas já citadas, a expectativa é que o MFC também seja utilizado para fortalecer materiais de construção civil, fabricar peças automotivas e produzir tecidos variados. Por hora, o foco das pesquisas está direcionado ao papel, que dispõe de uma fabricação limpa (de um ponto de vista sustentável) e pode ser facilmente reciclado. Os demais produtos seguem em fase de testes, mas os especialistas garantem que, uma vez estabelecida, a celulose microfibrilada assumirá o protagonismo da indústria.
Da mesma forma que essa novidade exige uma grande adaptação de todo o setor industrial, também é necessário atualizar os profissionais de cada área. Aqueles que estão estudando engenharia mecânica EAD ou presencial terão a oportunidade de entrar no mercado mais preparados para essas mudanças, mas também é importante que os mais experientes busquem acompanhar essa nova tendência.
Por ser um produto versátil, o potencial é grande, então não existem limitações para nenhuma área. O mercado brasileiro precisa estar preparado para lidar com essa transformação que já está acontecendo.