Um fruto da natureza combinado a mais de uma década de pesquisa deu origem à primeira variedade de maracujá nativo da caatinga recomendado para cultivo comercial.
A espécie será utilizada em ações do projeto Bem Diverso – iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) que apoia o Brasil na conservação da biodiversidade por meio do manejo sustentável de recursos e produtos florestais. A agência da ONU conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente.
Nomeado oficialmente BRS Sertão Forte, o maracujá foi apresentado em 3 de junho pela Embrapa, em Pernambuco, durante o a primeira edição do Simpósio do Bioma Caatinga. O fruto também foi apresentado durante um dia no campo que reuniu dezenas de produtores, representantes de cooperativas, de criadores de víveres e agroindústrias.
O novo espécime é resultado do aprimoramento genético desenvolvido pela Embrapa no Semiárido em parceria com a unidade da empresa que se dedica à pesquisa nos cerrados brasileiros.
Selecionado a partir de avaliações de maracujazeiros silvestres coletados em diferentes partes da caatinga no Nordeste, a planta apresenta maior produtividade e rende mais e maiores frutos do que os maracujás nativos.
Conheça a espécie
O maracujá do mato – ou maracujá da caatinga, como também é conhecido – tem vantagens em comparação com as espécies comerciais de maracujá azedo, pois são mais resistentes à falta de água.
Ele apresenta ainda um ciclo produtivo mais longo, o que significa que a planta vive e produz por mais tempo no campo, além de tem maior tolerância à fusariose – uma das principais doenças que ataca o maracujazeiro azedo.





























