Itaipu já foi a maior hidrelétrica do mundo, antes da crise era a que mais produzia energia elétrica no planeta. E também é um centro de desenvolvimento de primeira linha. Além de protagonizar no Brasil frotas movidas à bateria elétrica, agora apresenta outra opção que já tratamos aqui: o biometano.
Fezes de porcos e vacas viram combustíveis e movem geradores em muitas partes do mundo. Mas em Itaipu vão mover uma frota de automóveis, com titica de galinha! Isso tudo é levado muito a sério, já que foram investidos cerca de R$ 20 milhões. Cerca de 60 mil galinhas poedeiras botam ovos e seus dejetos abastecem 37 veículos.
Claro que no parque de Itaipu não existe uma granja. O gás resultante da transformação vem dos dejetos produzidos de no município de Santa Helena, a 100 quilômetros da usina de Itaipu. Trata-se de um projeto pioneiro. A elétrica pretende que esse tipo de biometano seja vendido em postos no interior do país em 2016, aonde não chega o Gás Natural Veicular (GNV). Segundo os técnicos, o rendimento é igual ao do GNV e 1,4 vezes maior do que o do etanol. Comparado com o diesel é 70% menos poluente.
Na região foram contabilizados cerca de 1,5 milhão de suínos, 40 milhões de aves, 500 mil vacas leiteiras em volta de Itaipu. Ou seja, tem matéria prima para gerar combustível e, ao mesmo tempo, diminuir emissão de carbono na atmosfera.
PELO MENOS ISSO!
O Brasil é o país com a maior participação de energia renovável na matriz elétrica entre os BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul). De acordo com o relatório “Energia no Bloco dos BRICS” (agosto de 2015), as fontes renováveis representaram 73% da geração elétrica do país, em 2014. Nos demais países bricnianos este percentual varia de 2% ( África do Sul) a 22% (China). Aqui a oferta alcançou 39% de fontes renováveis, quase três vezes o indicador mundial.
EMISSÕES DE CO2
A maior presença de renováveis nas matrizes brasileiras proporciona menor relação entre a emissão de dióxido de carbono e a oferta interna de energia, com 1,59 tonelada de CO2 emitida por tonelada de energia consumida (tCO2/tep). Os indicadores nos demais países do bloco ficam acima de 2,00 tCO2/tep.




























