Mercado Imobiliário – O que muda na cidade de São Paulo com o novo Plano Diretor?

Empreendimentos menores, sem vagas de garagem e êxodo para áreas mais afastadas serão mais sentidos a partir do próximo ano, entenda porquê.

Desde o ano passado, a aprovação do novo Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo tem causado questionamentos e dúvidas sobre os caminhos para o contorno da cidade. A própria prefeitura lançou, no início de 2015, uma cartilha ilustrada, para divulgar de forma mais clara os objetivos de humanizar a cidade, priorizar transporte público e juntar locais de trabalho das moradias. Mas, na prática, o que muda com as novas regras?

O especialista no mercado imobiliário, Rogério Santos, Diretor da RealtOn – primeiro outlet de imóveis novos do país, explica que os efeitos do plano serão sentidos a partir do próximo ano, deverão ser percebidas em um médio prazo na capital:

  1. Lançamentos de menor tamanho nas zonas centrais da cidade. O que vamos ter são prédios menores, sem áreas muito amplas de lazer e com foco em quem tende a morar no Centro: jovens, pessoas solteiras ou casais sem filhos, que priorizem o transporte urbano, por exemplo.
  2. Atenção maior dos empreendimentos para meios de transporte alternativos. Temos como exemplo os lançamentos que trazem bicicletários com tomadas para bicicletas elétricas, que devem aparecer muito daqui para a frente, principalmente nas zonas mais próximas ao centro ou bairros que tenham profusão de comércio e empresas.
  3. Valorização ainda maior de empreendimentos próximos a transporte público. E isso, claro, especialmente próximos a linhas de trem e metrô, que não dependem do trânsito absurdo da cidade.
  4. Diminuição gradativa no tamanho dos lançamentos em bairros de conurbação urbana com o Centro. Ou seja, não veremos esse fenômeno apenas no Centro de São Paulo, mas também em bairros como Vila Mariana, Pinheiros, Jardins, Saúde, entre outros.
  5. Menos vagas de garagem. O novo Plano Diretor diminui pela metade a quantidade de vagas necessárias para aprovação de projeto e estipula como teto o máximo de 1 vaga por unidade. O que vamos ver é um aumento na oferta de vagas conforme a distância do bairro e o padrão, claro, dos imóveis.
  6. Maior êxodo de pessoas que trabalham na capital ou grande capital para cidades de um raio de até 100km. Sabemos que, hoje, com as rodovias e o Rodoanel, é possível chegar mais rápido em casa morando em como Itu, Salto, Sorocaba, Campinas, entre outras, do que dentro da capital, muitas vezes. Junte a isso empreendimentos maiores e com valores mais atraentes, além dos espaços verdes dessas cidades, e o que vemos são muitas pessoas escolhendo morar fora de São Paulo.

* com informações da Assessoria de Imprensa da RealtON Brasil