Você costuma andar de metrô? Se a resposta for positiva, logo vai identificar o assunto de hoje.
Há um bom tempo, as autoridades nacionais houveram por bem criar assentos prioritários para determinadas pessoas que, de forma definitiva ou mesmo passageira, estão em situação diferente das demais e requerem atenção especial.
Por esse motivo, alguns assentos dos trens (e dos ônibus, também) são destinados aos que se enquadram nos termos da lei. Nas linhas mais antigas do metrô de São Paulo, é fácil identificá-los pela coloração azul bem clara.
Com o passar do tempo, as pessoas vão criando “saídas” para se utilizar desses assentos quando percebem que o carro está cheio.
Alguns jovens se largam, cobrem a cabeça com o capuz do agasalho e nem olham para os lados. Já notei umas garotas que colocam os fones de ouvido, olham para o celular e não despregam o olho até que chegue o anúncio da estação em que devem descer. Outros, mais caras-de-pau, sentam-se e nem olham para os lados para ver se há alguém com mais idade ou se valendo de um aparato como muleta, bengala, etc.
Ultimamente, tenho reparado uma atitude ainda mais “criativa”, para não dizer estarrecedora! A mãe, com idade bem inferior aos 50 anos, coloca sua criança no banco e fala que “a mamãe não quer sentar”. A criança, que mal sabe das leis, fica ali ocupando um espaço que poderia ser de muita serventia para uma pessoa idosa.
Quem tem peito para retirar a criança dali (obviamente não estou falando de criança de colo!!!)? Mesmo quem tem direito ou que goste de ver as leis sendo respeitadas não irá se arriscar a criar um conflito, diante de tantos olhos generosos…
E, assim, vamos vendo um desfile de acintes aos que necessitam seja pela idade avançada, seja por alguma deficiência, e ninguém faz nada para isso mudar de figura.
Cabe a cada um de nós fazer valer os nossos direitos e rezar para que o próximo respeite a legislação. Façamos, ao menos, a nossa parte!!!































