O Ministério Público de São Paulo pegou carona no bonde do futuro do transporte coletivo, com energia limpa e renovável. Empresas e poder público querem a alteração da lei de 2009, importante para licitar o sistema de ônibus da cidade, que se arrasta há quatro anos. O MP também está de olho nas iniciativas dos vereadores da capital paulista.
Na Câmara Municipal de SP, um projeto prevê nos primeiros dez anos um corte de 50% na emissão de dióxido de carbono, 60% em óxidos de nitrogênio e de 80% em material particulado. Dos quase 15 mil ônibus da frota, apenas 212 usam combustíveis renováveis, desprezíveis 2%. Desse total, 200 veículos são trólebus, outros dez são movidos a etanol e dois dependem do uso de bateria. Em 2013, o total de veículos que usavam combustíveis renováveis somavam 1,8 mil. Este número caiu para 656, em 2015. Agora, 395 ônibus rodam com 10% de biodiesel de cana-de-açúcar misturado com o diesel
O prazo para substituição total da matriz de energia baseada em combustíveis fósseis seria de 15 anos. Ao final do período de dez anos, a composição da frota da cidade de São Paulo deve ser tal que o resultado mínimo seja a redução conjunta das emissões diretas de material particulado em 80%, NOx (óxidos de nitrogênio) em 60% e CO² de origem fóssil em 50% e do nível de ruído de cada veículo em três dB(A).
A capital paulista deve começar a operar 60 ônibus elétricos, abastecidos com energia solar. São veículos que rodam 300 quilômetros com uma carga de duas horas. Fazem mais de 60 km com um litro de combustível. Uma das ideias é que os ônibus se tornem um “laboratório” dos veículos não poluentes, que serão gradualmente exigidos pela Prefeitura na próxima licitação do sistema de transportes da cidade.





























