Mobilidade sustentável: Brasil está na vanguarda da descarbonização de transportes

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Estudo do IPCC revela que de 1,42 bilhão de toneladas de CO2 despejadas na atmosfera, 13% foram provenientes de escapamentos.
Etanol, motor flex, biodiesel e energia elétrica gerada a partir de fontes limpas, a gama de possibilidades para alcançar uma mobilidade com pegada de carbono reduzida é diversa e promissora. A transição energética, que desenha o cenário para o futuro do país, é acelerada por colaborações entre instituições públicas e empresas privadas, e o programa Combustível do Futuro, lançado em 2021, é um exemplo de projeto para iniciar o processo de desenvolvimento de energia limpa. Em comparação a outros países, o Brasil se mostra em situação menos crítica, conforme mostra o Estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC de 1,42 bilhão de toneladas de CO2 despejadas na atmosfera, 13% foram provenientes de escapamentos brasileiros. Nos Estados Unidos, por exemplo, dos 5,79 bilhões de toneladas de CO2, o transporte respondeu por 29% e, na União Europeia, por 23% de 3,33 bilhões de toneladas. Atualmente, o setor de transporte é responsável por cerca de 20% das emissões globais de gás carbônico, cerca de 8 milhões de toneladas. Dessas emissões, aproximadamente 75% são provenientes do modal rodoviário.
Esses resultados destacam a importância para tecnologias sustentáveis que conservem o meio ambiente e freiem esses números, distanciando-se das médias globais. Para discutir a abrangente transformação no setor, explorando novos requisitos, conceitos e modalidades que surgiram após rápidas modificações nos últimos anos, a SAE BRASIL promove o 20° Fórum SAE BRASIL da Mobilidade. O evento, com o tema “Desafios e Oportunidades para o Brasil na Construção do Futuro da Mobilidade Sustentável”, está sendo organizado pela Seção Regional Paraná e Santa Catarina. Ele é voltado para toda a sociedade, incluindo engenheiros, executivos, profissionais da área da mobilidade, estudantes e entusiastas “Sabemos que o ecossistema da mobilidade deverá passar por uma transição tecnológica em favor da descarbonização e de um futuro sustentável. Neste aspecto, o nosso país é privilegiado por ter a disponibilidade de diversas alternativas de energia de baixo carbono, que associadas às tecnologias apropriadas, podem atender não só as metas de redução, mas também ao bolso do consumidor. As rotas tecnológicas são diversas, indo de um motor a combustão eficiente até um veículo elétrico ou até mesmo a hidrogênio, passando pelas soluções híbridas. Nosso dever é focar no desafio de desenvolver as competências necessárias para que a nossa engenharia possa trilhar estas diferentes rotas” comenta o diretor regional da SAE BRASIL PR/SC, Renato Faria.