29 de maio é comemorado o Dia Mundial da Energia, data criada como uma forma de incentivar a transição para as energias renováveis. Com as mudanças climáticas e o aumento de período de secas em todo o mundo, a discussão sobre a nova matriz energética é relevante globalmente.
No Brasil, mesmo com forte investimento em energia hidráulica e eólica, o país deve receber recursos de fundos para geração de energia solar.
A luz amarela já acendeu no Brasil como alerta do governo federal para a crise hídrica e o perigo de apagões.
O sistema elétrico passa pela maior crise hídrica dos últimos 91 anos.
O Ministério de Minas e Energia estuda medidas emergenciais para evitar apagões em todo Brasil.
O consórcio PCJ, composto por 40 municípios e 24 empresas associadas, alerta que a gravidade da situação é constatada nos números observados pelo monitoramento dos dados climatológicos e hidrológicos. Para o mês de maio, foram registradas chuvas nas regiões de cabeceiras 62% abaixo do esperado para o período, entretanto, o destaque negativo ficou com o mês de abril, que registrou 89% menos chuva do que o esperado.
Essa situação se reflete imediatamente na quantidade de água armazenada nos reservatórios do Sistema Cantareira (SP), que está operando com volumes de armazenamento abaixo do recomendado para o período. Atualmente o Cantareira registra apenas 48% de volume (faixa de atenção) enquanto que no mesmo período do ano passado o Cantareira operava com 58,4%, sendo que o recomendado seria estar operando com volumes próximos a 70%. Existem grandes chances de alguns municípios, principalmente os 58 não atendidos diretamente pelas vazões regularizadas pelo Sistema Cantareira, enfrentarem algum tipo de problema de escassez de água nos serviços de abastecimento ou redução da disponibilidade hídrica durante a estiagem deste ano.
Soluções? Energia solar é uma das alternativas viáveis.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registram que o Brasil conta atualmente com mais de 450 mil sistemas de Geração Distribuída conectados à rede, e somam aproximadamente 600 mil unidades consumidoras. Em um país de proporções continentais, tais números podem ser considerados tímidos, principalmente se comparados aos líderes do segmento mundial, como a China, Estados Unidos, Japão e Alemanha.
Apresentados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), os números revelam um alcance de mais de 8,8GW de potência instalada, quase 50 bilhões em investimentos privados, cerca de 300 mil postos de trabalhos gerados, 12,3 bilhões em arrecadação de tributos e quase 10 milhões de CO2 poupados de emissão na atmosfera. O Marco Regulatório da Geração Distribuída (PL 5829/2019) está para ser votado no Congresso Nacional.
Quem paga a conta? O consumidor, claro.
O consumidor brasileiro pode estar pagando R$ 8,7 bilhões por ano pela energia de usinas térmicas que não estão entregando os volumes contratados. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que identificou 33 usinas que não estariam cumprindo as condições de desempenho estipuladas nos contratos de fornecimento fechados com as distribuidoras.
“Nossa análise identificou usinas com contratos que somam 6,5 GW médios cujos índices de indisponibilidade estão superiores aos limites contratuais”, alerta o coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, Clauber Leite. O Instituto encaminhou correspondência à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alertando sobre o problema e pedindo providências.





























