Nestes tempos, adaptar-se às mudanças climáticas é uma necessidade especial. Algumas realidades são mais frágeis do que outras, com chuvas extremas, secas, incremento do nível do mar e etc.. Para entender melhor o que está acontecendo, a rede de megacidades C40, num evento paralelo na COP21, deu exemplos significantes sobre como diferentes cidades se adaptam a esses problemas.
Num primero momento, Akel Biltaji, de Amman, na Jordânia, falou sobre a última grande inundação em 2014. Ele disse: “Recebemos a maior quantidade de água possível de chuva no menor tempo, numa área concentrada. Normalmente, nossa infraestrutura pode absorver a água em duas ou três horas, então pode-se dizer que funciona. Porém, nunca poderia funcionar em uma tormenta tão grande como esta. O Alcorão diz que ‘Deus criou tudo na proporção adequada’, então deveria haver um equilíbrio, mas o homem tem desestabilizado esse equilíbrio. Como nos preparamos para outro desastre? Tristemente, os homens não possuem a solução para este problema, já que o clima é imprevisível”.
Também João R. Capobianco, ambientalista e representante do Estado de São Paulo, contou sobre o problema do sistema de abastecimento de água devido à seca e má gestão dos últimos anos. Em 2014, houve colapso porque o nível de água chegou a ficar abaixo de zero. “Como é possível ter níveis de abastecimento de água abaixo de zero?”, disse o representante. “A água é direito humano, não é um objeto de consumo.”

Por último, o prefeito de Estocolmo, Gustav Landhal, começou sua fala dizendo que sua cidade está construída sobre a água. “A cidade, em seu desenvolvimento e manejo, sofre de inundações desde que foi criada. O incremento do nível do mar e as grandes tormentas nos levaram a buscar uma maneira alternativa de regular o nível da água do lago. A cidade de Estocolmo começou a desenvolver serviços de adaptação de ecossistemas às mudanças climáticas. A vegetação desenvolve um papel fundamental nesta problemática, porque reduz o estresse e incrementa o bem estar e, neste caso específico, pode contribuir para reduzir os danos durante as inundações.”
A C40 é uma rede de 82 cidades trabalhando juntas para enfrentar as mudanças climáticas. Estas megacidades representam 11% da população global e o 25% do PIB global. Os grandes objetivos da C40 são: colaborar entre os atores com experiência e esforços sobre sua problemática, promover o debate público, conectar as organizações que trabalham nesse mesmo tema e incentivar o diálogo entre governo, setor público e setor privado. Segundo Mandy Ikert, líder das iniciativas de adaptação à crise da água desta rede, “98% das cidades de C40 dizem que as mudanças climáticas apresentam um grande risco para sua cidade. As inundações são a maior preocupação; cerca de 70 cidades da rede dizem que devem se antecipar a estes riscos de gestão da água em curto ou médio prazo.” Falando sobre ações de adaptação, ele afirmou que 90% das cidades da C40 têm realizado, em conjunto, pelo menos 1000 ações para enfrentar esse problema.
Por: José Jara (Argentina) e Giulia Motta Zanin (Itália), da Agência Jovem de Notícias































