Para encerrar o nosso especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, vamos homenagear duas mulheres, que mesmo após ouvir não, persistiram e usaram a sua voz para fazer a diferença na vida de milhares de mulheres.
A primeira é a médica paraibana especialista em gestações de alto risco da Clínica pública de Campina Grande, Adriana Melo, que alertou o Brasil e o mundo para os casos de microcefalia. Em parceria com a Fiocruz do Rio de Janeiro, apresentou as primeiras provas da relação entre o zika vírus e a microcefalia.

Abaixo reproduzimos um trecho de uma matéria do Portal UOL, que narra a sua história
Naquele dia, ela atendeu na maternidade pública uma gestante que carregava um bebê com uma combinação inédita no cérebro: a microcefalia e o cerebelo atrofiado sugeriam doença genética, mas ambos apareciam juntos a calcificações na caixa craniana que indicavam infecção. Para embaralhar mais ainda, havia excesso de líquido cefalorraquidiano (líquido do cérebro), o que deveria fazer a cabeça da criança aumentar de tamanho, e não diminuir.
Em sua clínica particular, também havia atendido, na mesma época, uma segunda mulher cujo bebê tinha má-formação parecida. E na mesma sexta-feira, tinha recebido por WhatsApp uma nota técnica da Secretaria de Estado de Pernambuco, alertando para o aumento nos casos de microcefalia em mulheres que tiveram manchas vermelhas (sintoma de zika) nos primeiros meses de gravidez.
Intrigada, ela ligou para a primeira paciente e confirmou que a grávida teve as manchas vermelhas na oitava semana de gestação e a suspeita era de zika.
Adriana então passou a madrugada pesquisando em site de artigos médicos, mas encontrou só dez estudos sobre o vírus. O sono perdido foi suficiente para descobrir que o zika estava vinculado à síndrome de Guillain-Barré.
Outra mulher corajosa e que defendeu todas nós foi dona MARIA DA PENHA MAIA, símbolo maior da reação contra a violência contra a mulher. Foi por causa da luta dela, que em 2006, foi instituída a lei que penaliza o homem violento. A lei leva seu nome – Maria da Penha.

Nós, mulheres, devemos muito à Maria da Penha. Em entrevista ao Portal A 12, ela diz: “As mulheres precisam se informar dos seus direitos, se “empoderar” para quando decidirem denunciar, tomarem essa decisão de forma consciente e segura”
Trecho da entrevista:
Padre César Moreira: Com base na sua experiência, que tem a dizer para a mulher que é vítima da violência doméstica? Que ela deve fazer? Como reagir?
Maria da Penha: Infelizmente a violência doméstica está presente em todas as classes sociais, econômicas e culturais. Nenhuma mulher está livre desse mal que assola a nossa sociedade, mata as nossas mulheres e deixa órfã as nossas crianças. O que tenho a dizer é que hoje as mulheres não precisam mais sofrer caladas, hoje elas contam com uma lei para resguardar o seu direito de viver uma vida sem violência.
As mulheres precisam se informar dos seus direitos, se “empoderar” para quando decidirem denunciar, tomarem essa decisão de forma consciente e segura.
Gostaria ainda de divulgar o Ligue 180, um serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres- SPM do Governo Federal, que atende 24 horas por dia, todos os dias da semana. Através dessa ligação a mulher pode tirar suas dúvidas, pedir ajuda, se informar sobre uma delegacia mais próxima da sua casa ou do seu município, além de denunciar o mau atendimento, ou a falta dele, na rede de proteção à mulher. Temos que ter coragem de recomeçar. Não é fácil! Mas “Tudo posso Naquele que me fortalece”! Filipenses 4:13.
Estes são apenas dois exemplos do poder que as mulheres têm.
A equipe do Organics News Brasil espera que as leitoras saibam o quanto são poderosas do seu próprio jeito, sendo filha, mãe, namorada, esposa, irmã, empreendedora, faxineira, jornalista, advogada, ambientalista, ativista etc.. tudo isso e muito mais ao mesmo tempo.
Aproveitamos para agradecer a todas as mulheres que impactaram as nossas vidas pessoais e profissionais e esperamos que, em breve, o mundo seja mais igualitário para todas nós.
Afinal, o que seria do mundo sem as mulheres?
Para ler a matéria da médica Adriana Melo na íntegra, clique aqui. E a entrevista da Maria da Penha, clique aqui.





























