Banco central lança agenda de sustentabilidade

(Foto: Rawpixel/ Freepik)

O Banco Central (BC) lançou a Dimensão Sustentabilidade da Agenda BC#, um conjunto de diretrizes e ações de sustentabilidade ambiental para o Sistema Financeiro Nacional.

Com o lançamento, o banco espera modernizar e atender as transformações estruturais na economia. A nova dimensão apresentada pelo BC está relacionada aos riscos climáticos, responsabilidade socioambiental e cultura de sustentabilidade.

“Está claro que eventos climáticos antes considerados raros se tornaram mais frequentes. Tais eventos vêm acompanhados de alterações nas principais variáveis econômicas no horizonte relevante para a política monetária, além de trazerem riscos significativos para o sistema financeiro”,  disse Fernanda Nechio, Diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central.

Segundo Nechio, incêndios, secas, enchentes e temperaturas extremas podem ter impactos sobre decisões de políticas monetárias, como alterar a demanda por moeda, valores de bens físicos e de colaterais, e trazerem custos financeiros altos para a sociedade como um todo.

O BC prevê riscos físicos, decorrentes da maior frequência de eventos climáticos, e o risco de transição, decorrente da mudança para uma economia de baixo carbono. Além de vulnerabilidades do sistema financeiro.

A diretora ressaltou que as políticas do BC devem considerar os riscos socioambientais e o impacto de eventos climáticos extremos. “A atuação de bancos centrais e do mercado financeiro em finanças sustentáveis e na mitigação dos efeitos dos riscos socioambientais é um tema em franco desenvolvimento, no Brasil e no mundo. É nessa fronteira que precisamos estar”, disse. “Além disso, os desafios para o sistema financeiro trazidos por alterações climáticas demandam uma ação coordenada e global”.

Com a agenda de sustentabilidade, o Banco Central quer incentivar o uso de bicicleta e carona solidária, reduzir o uso de plásticos, incentivar à reciclagem e a coleta seletiva, reduzir o impacto ambiental verificado nos processos de meio circulante, e revisão da política de Responsabilidade Socioambiental do BC.

O Banco Central também assinou um memorando de entendimento com a Climate Bonds Initiative (CBI). O objetivo é trocar informações relacionadas à promoção de finanças sustentáveis e ao gerenciamento adequado dos riscos socioambientais e climáticos no setor financeiro.

E criação do Bureau Verde do crédito rural, que transformará o Sicor no Bureau de Crédito Rural Verde em modelo de open banking. Entre as medidas estão a incorporação de critérios que identifiquem operações com características verdes; criação de selo de nível de aderência aos critérios de sustentabilidade; e um aumento de até 20% nos limites de contratação para operações do crédito rural que reúnam características de sustentabilidade.