O avanço da microcefalia ligada ao zika vírus nas Américas foi considerado uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após reunião em Genebra nesta segunda-feira.
Para chegar à conclusão, os especialistas discutiram vários aspectos relacionados ao risco da proliferação da doença e as respostas possíveis. Ao decretar situação de “emergência de saúde pública de interesse internacional” para os casos de má-formação e de disfunções neurológicas, a organização espera facilitar a mobilização de dinheiro, recursos e conhecimento científico para o combate à doença.
A organização ressaltou que a decisão de decretar emergência ocorre por causa dos casos de microcefalia e outras disfunções neurológicas, não somente pelo zika vírus em si.
“O Comitê recomendou que o atual agrupamento de casos de microcefalia e de outras disfunções neurológicas reportados no Brasil, seguido de um agrupamento similar na Polinésia Francesa em 2014, constituem uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, (PHEIC, Public Health Emergency of International Concern)”, afirmava o comunicado.
Segundo a BBC, “Uma resposta coordenada é necessária para minimizar a ameaça em países afetados e reduzir o risco de maior disseminação internacional.”
A OMS não estabeleceu nenhuma recomendação oficial de restrição de viagens para mulheres grávidas. “Se elas puderem adiar a viagem de modo que isso não afete seus compromissos, é algo que elas podem considerar. Mas se precisarem viajar, podem se consultar com seus médicos e adotarem outras medidas de prevenção, como o uso de mangas longas, calças e repelentes de mosquitos, por exemplo”, disse Margaret Chan, diretora da OMS.
Clique aqui para ler o documento original em inglês.



























