ONG cria carroças elétricas e de bambu para catadores

Carroças
(Foto: Divulgação)

A ONG Pimp My Carroça criou o projeto Carroças do Futuro, que desenvolve protótipos de carroças e triciclos elétricos com baixo custo e potencial de escalabilidade, que não poluam e sirvam como alternativa à tração humana.

A ideia é proporcionar melhores condições de trabalho e de renda para as catadoras e catadores, além de promover benefícios para a qualidade de vida e saúde destes profissionais, por não sobrecarregá-los fisicamente na execução do trabalho.

A carroça elétrica possui velocidade máxima de 5 km/h, motor elétrico com a função ré e itens de segurança – freio, buzina, setas, rastreadores via GPS e farol dianteiro e traseiro – com capacidade de carga de 400 Kg. A recarga das baterias dura 6h e pode ser recarregada em tomada comum.

“O Carroças do Futuro concluiu a versão da carroça elétrica e realizou neste mês de janeiro testagens com os catadores. A carroça foi bem avaliada e estamos animados para levar as carroças para as ruas”, disse Adriane Andrade, coordenadora do projeto Carroças do Futuro.

O projeto também desenvolve carroças utilizando materiais alternativos e mais sustentáveis na estrutura. No mês passado, a Pump My Carroça começou a testar do uso do bambu na criação de uma carroça e a sua resistência no trabalho dos catadores nas ruas. O bambu é um material mais sustentável, que promove benefícios ecológicos em sua produção e reduz a necessidade do uso de ferro extraído por mineradoras para sua estrutura.

Agora, a ONG pretende replicar o projeto piloto em microrregiões para avaliar o desempenho das carroças elétricos, o aumento da capacidade da coleta seletiva e as melhorias nas condições de trabalho e renda dos catadores.

“O Carroças do Futuro é uma inovação sustentável para ajudar o trabalho dos catadores de materiais recicláveis autônomos a trabalharem com maior eficiência, gerar maior renda e promover qualidade de vida. É a valorização para quem de fato realiza a coleta seletiva. Eles trazem uma solução para nossa cidade e hoje não são reconhecidos, trabalhando de forma insalubre e pouco remunerada”, pontuou Andrade.