As atuais Contribuições Nacionais Determinadas (NDC, sigla em inglês) dos países, que representam 30% das emissões de gases de efeito estufa (GEE), conseguirão reduzir em apenas 1% das emissões até 2030, em relação aos níveis de 2010.
A conclusão é do relatório “Síntese Inicial NDC” divulgado hoje (26) pela ONU. O estudo foi solicitado pelas partes do Acordo de Paris para medir o progresso dos planos nacionais de ação climática (NDC) antes da COP 26.
“No momento, é como se estivéssemos entrando em um campo minado de olhos vendados. O que precisamos é muito mais radical e transformador do que o que temos agora. Precisamos de planos concretos para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis o mais rápido possível”, definiu Patrícia Espinosa, secretária executiva de Mudança Climática da ONU.
O Brasil é um dos países que apresentaram sua NDC revisada sem aumentar a sua ambição. A proposta apresentada é insuficiente para atingir as metas climáticas em 2025 e 2030.
“Como resultado, as emissões do Brasil em 2030 sob a nova meta poderiam ser 27% maiores do que eram quando ratificou o Acordo de Paris em 2016”, avalia Niklas Höhne, fundador do NewClimate Institute, organização especializada em políticas climáticas.
Para a diretora executiva do Greenpeace Internacional, Jennifer Morgan, o Brasil deve “controlar os interesses dos combustíveis fósseis e da agricultura industrial, enquanto trabalham para criar um futuro justo e seguro para seus cidadãos e proteger a preciosa biodiversidade”.
O relatório aponta que há uma expectativa para que os Estados Unidos e a China tenham uma postura mais ambiciosa em 2021, e iguale os esforços da União Europeia de zerar as emissões.






























