O Instituto Pólis e mais 54 organizações lançam a “Campanha São Paulo Composta, Cultiva”, em que defendem que o investimento em compostagem pode melhorar o acesso da população a alimentos mais saudáveis, reduzir os custos de produção dos agricultores e diminuir danos ao meio ambiente.
As organizações querem que os governantes de São Paulo mudem o modelo de gestão dos resíduos orgânicos, considerado insustentável pelo desperdício de nutrientes dos resíduos e pela sua destinação a aterros sanitários.
De acordo com a campanha, mais de 50% dos resíduos urbanos gerados na cidade de São Paulo podem ser destinados a compostagem. O resultado da reciclagem de resíduos orgânicos pode ser usado como adubo por agricultores, principalmente na agricultura orgânica e agroecológica.
O especialista em gestão de resíduos sólidos e compostagem Victor Hugo Argentino explica que adotar uma gestão de resíduos circular é mais sustentável, com o reaproveitamento das sobras de alimentos e de poda.
“O uso do fertilizante orgânico composto, que é o composto orgânico produzido a partir de resíduo, retorna a vida para esse solo. Com isso, garante que tenha que usar menos agrotóxicos também, caso você não tenha virado um produtor orgânico que bane o uso de agrotóxicos, porque tem incidência menor de doenças e pragas”, disse o especialista.
A compostagem dos resíduos orgânicos pode diminuir a pressão sobre os aterros sanitários, a emissão de gases de efeito estufa e prejuízos ambientais decorrentes de contaminação do solo.































