O tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos impactou a economia do Brasil e as reações são cautelosas.
No agronegócio, o primeiro impulso foi se desesperar, mas tem muitos outros mercados de olho nos próximos capítulos e muitos americanos já estão pensando em como vai ser a refeição sem o suco de laranja, a carne, o pescado e as frutas brasileiras.
O presidente Lula diz que vai negociar, vai usar a reciprocidade (ou seja taxar em 50% produtos americanos) e procurar novos mercados para a lista de produtos sobretaxados.
Enfim, todo mundo sairá perdendo e a torcida é por uma via democrática.
Para o professor da FGVAgro, Felippe Serigati, ainda é cedo para saber quais serão os impactos no segmento. Os EUA importam do Brasil café, carne bovina, suco de laranja e etanol. “Vamos pensar então nos produtos que a gente exporta para os Estados Unidos. A tarifa é de 10%, mas a gente não tem grandes concorrentes nem mesmo dentro dos Estados Unidos”, ponderou Serigati em entrevista ao Mundo Agro.
Comunicado ABAG
Tarifas adicionais dos EUA a produtos brasileiros
Para a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, que devem entrar em vigor no dia primeiro de agosto, vão impactar negativamente toda a cadeia produtiva exportadora do Agro Brasileiro.
A entidade acentua não existir justificativas econômicas para as novas tarifas dada a realidade de anos com superávit norte-americano no comércio com o Brasil, reconhecidamente um parceiro comercial estabelecido e confiável.
Alguns impactos específicos na agroindústria brasileira podem ser antecipados para papel e celulose, carne bovina, suco de laranja, açúcar e café, principais produtos afetados.
Por fim, a ABAG espera por uma solução diplomática nas tratativas bilaterais antes de primeiro de agosto, e reafirma que se trata de uma questão política que precisa ser debatida entre os países. Afinal, tal ação não vai só desfavorecer o exportador brasileiro, mas também o próprio consumidor americano.
Manifestação da Frente Parlamentar do Agronegócio sobre o tarifaço de Trump
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifesta preocupação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, comunicada po…
A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países.
A nova alíquota produz reflexos diretos e atingem o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras.
Diante desse cenário, a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações.
A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas.































