PEC 55 não combina com o novo Ensino Médio!

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Se aprovada em segunda votação no Senado Federal, a Proposta de Emenda à Constituição 55, conhecida como PEC do teto dos gastos públicos, será altamente danosa ao futuro das novas gerações, comprometendo inclusive a qualidade da mão de obra no País.

É que, passando pelos senadores, a partir de 2018, os investimentos mínimos para educação e saúde deixam de crescer proporcionalmente à receita do país. A única correção será correspondente à inflação do ano anterior.

A PEC 55 é apontada pelo governo federal como a saída de misericórdia para a crise econômica na qual vivemos, por limitar gastos governamentais por 20 anos. E detalhe: a segunda votação do documento deve ocorrer ainda nesta terça, dia 13.

Para qualquer pessoa com o mínimo de discernimento o resultado de tal aprovação é óbvio: a medida será uma catástrofe para a educação.

O texto é oposto ao que o Brasil precisa, quando falamos em educação de qualidade. Temos necessidade de investimento, sobretudo nos salários e na formação de professores para alavancar a produtividade dos futuros trabalhadores do país. Sem educação de qualidade, o Brasil não avança de forma sustentável (e duvido que sequer avance) e muito menos crescerá economicamente. A lógica é simples. Por que ninguém fala sobre isso?

É fato que precisamos de medidas que recobrem as rédeas dos gastos públicos, mas a educação e a saúde não podem ser afetadas por tais medidas. Para crescermos precisamos de gente qualificada e sadia. Simples assim…

Como iremos elevar a qualidade da base, do Ensino Fundamental, por exemplo, com professores bem pagos e qualificados, aprovando cortes no setor?

E o novo Ensino Médio, então “Como elevar o volume do número de aulas, de escolas, promover o horário integral, preparar os docentes, adequar a grade curricular sem investimento?”

Gente, a conta não vai fechar… Estamos condenando nossos pequenos à educação medíocre por 20 anos!

Se estamos vivendo forte crise econômica, política, moral e ética, em um Brasil ancorado, mesmo com investimentos no segmento, imagine o que irá acontecer sem as correções adequadas dos valores?

Sendo muito realista, teremos um colapso.

Não haverá crescimento econômico, já que não vamos dar conta de preparar nossos jovens adequadamente para o mercado de trabalho. Precisaremos, em breve, de gente cada vez mais capacitada, criativa, com capacidade para a reflexão crítica, comunicação e empreendedorismo, características que demandam educação mais apurada, Já que as atividades “braçais e manuais” estão sumindo com a automação do trabalho. E como vamos oferecer aos jovens esse tipo de educação mais refinada?

Só seremos um país diferente no futuro, caso coloquemos a educação de qualidade como prioridade e façamos investimentos e gerenciamento do setor como gente grande. No rumo que estamos seguindo, o Brasil não será diferente em 20 anos.

Caso não apostemos na educação com foco em alcançar a excelência, infelizmente, estaremos fadados ao fracasso.

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