Pela hora da morte

O pessoal das antigas costuma dizer que as coisas estão pela hora da morte ao comentar os altos preços de produtos e serviços. Bingo, esta é a hora.

Vejamos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar autorizou um reajuste de 13 por cento nas mensalidades dos planos de saúde individuais e familiares e o Procon de São Paulo constatou, numa pesquisa, que os preços dos remédios genéricos variam 1.200 por cento nas farmácias da cidade. Esses dados, sem falar dos preços de alimentos e outras necessidades básicas, nos levam a indignação total. Não é possível viver assim. Os aposentados, por exemplo, vilões de sempre dos economistas, simplesmente não têm alternativa; para eles que trabalharam uma vida toda, contribuíram e agora são os estorvos da economia.

Nesse quadro devemos refletir sobre algumas coisas: Nas várias alterações da previdência social foram colocadas como beneficiárias pessoas que nunca contribuíram. Não que não devam ser atendidas, mas pelo Tesouro Nacional, num dos vários programas assistenciais e não pelo Regime da Previdência, esse dinheiro é dos contribuintes e não do governo. Sem falar das gordas aposentadorias dos privilegiados.

Sobre os planos de saúde e os remédios, o negócio deve ser muito bom, para os donos né? Tem farmácia que patrocina até a Seleção Brasileira, o que não é barato, planos de saúde que patrocinam times de futebol milionários. Tenho certeza que existem outras mídias mais baratas e eficientes. A concorrência nesse setor, sem dúvida, é o preço menor.

Você que não tem plano de saúde e está aposentado, reze, reze, reze bastante, porque se precisar de atendimento na rede pública, em qualquer lugar do Brasil, a sua hora da morte chegou.

Orientações

O Procon aconselha que o consumidor consulte a lista de Preços Máximos  (PMC) dos medicamentos, disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no endereço www.anvisa.gov.br. A consulta também poderá ser efetuada nas listas de preços que devem estar disponíveis ao consumidor nas farmácias e drogarias, conforme determina a
Resolução da Câmara de Resolução do Mercado de Medicamentos (CMED).  Este
órgão estabelece também o preço máximo dos medicamentos vendidos no
Brasil.

“A partir dessas informações colhidas nos órgãos acima, o consumidor deve comparar os preços dos medicamentos entre os diversos estabelecimentos, como também os da própria rede, já que podem variar significativamente”, orienta a diretora.

 

Vale lembrar também que por meio da campanha “Saúde não tem preço” o consumidor pode obter gratuitamente os medicamentos indicados para o tratamento de hipertensão e diabetes nas redes de farmácias e drogarias credenciadas no Programa “Aqui tem Farmácia Popular”. As informações sobre o programa e a lista dos medicamentos poderão ser encontradas no
site: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm?portal=pagina.visualizarArea&codArea=375