Em Mato Grosso do Sul, Energisa enche de energia barata quem aposta em recicláveis e permite troca de lixo por desconto na fatura, ou convertendo bônus em benefício de instituições filantrópicas, através da Chamado de Conta Cidadã. Até a segunda quinzena de maio, cerca de 650 clientes foram cadastrados nos postos de coleta e mais de 9 toneladas de materiais recicláveis foram arrecadadas. As coletas foram revertidas num total de R$ 2.240 de bônus nas contas dos clientes participantes.
São disponibilizados 6 postos de coleta, com horário de funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h30 e, aos sábados, das 8h às 11h30. Para participar e receber o cartão é preciso fazer cadastro nos postos de coleta, tendo a conta em mãos e assinando o Termo de Adesão.
Os megaprojetos valem o risco?
“Se você pode evitar ser grande, faça isso, por que esse é o mais eficiente caminho para evitar riscos”, diz Bent Flyvbjerg, professor do maior programa de gerenciamento da Universidade de Oxford e coautor do livro “Grande é frágil: Uma tentativa da Teoria de Escala”.
Num momento em que o maior projeto hidrelétrico do país está sob suspensão por falta de licenciamento ambiental por que pode alagar terras indígenas dos Munduruku, no Oeste do Pará, é de se pensar no custo benefício. São Luiz do Tapajós nem saiu do papel e custa R$ 30 bilhões, quase o dinheiro que a Eletrobras corre risco de tornar cinzas por não poder negociar as ações na bolsa de Nova Yorlk.
A melhor opção é “ter grandes projetos que são uma combinação de pequenos projetos”, adicionam os estudiosos de Oxford. Segundo eles grandes projetos tendem a ser deficitários, por causa da longa gestação até o período de operação. “Um parque eólico pode ser ampliado de forma relativamente simples comparado com uma planta nuclear ou hidrelétrica, explicam.
Como prova a equipe cita 245 grandes barragens construídas em 65 países entre 1934 e 2007, um conjunto avaliado em US$ 353 bilhões, em valor de 2010. Os custos chegaram a mais de 100% de sobrepreço para uma em cada cinco barragens, e 200% de sobrepreço para uma em cada 10 barragens. Os custos extras impediram que quase a metade dos projetos recuperasse seu investimento inicial.
A luz está piscando perigosamente
Segundo a revista IstoÉ Dinheiro, corremos o risco de não ter energia suficiente em 2020, se o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de nossas riquezas) crescer mais de 2% ao ano.
Para que as distribuidoras entreguem eletricidade, o país terá de resolver os problemas das transmissoras, com problemas sérios que envolvem licenciamento ambiental, regras tarifárias e financiamento das obras.
Esse cenário será bem pior do que as quedas de energia que já infernizam a vida dos consumidores hoje em cidades como São Paulo.
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Alta Tensão
Amigo de Temer atuou em contrato suspeito de usina
A Argeplan Arquitetura e Engenharia Ltda., que tem como sócio o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho – amigo e ex-assessor do presidente em exercício, Michel Temer -, participa de contrato nas obras da usina de Angra 3, no Rio. O negócio investigado na Operação Lava Jato, teria custo estimado em R$ 14 bilhões e obras atrasadas, Angra 3 envolveu propinas de 1% nos contratos ao partido de Temer, segundo relataram à força-tarefa delatores das empreiteiras UTC, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.
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A tensão indígena com a gestão Temer
Ao menos 20 lideranças indígenas consultadas pela reportagem da Agência Pública, em Brasília fizeram um diagnóstico durante o 13º Acampamento Terra Livre (ATL): Ainda que o governo afastado tenha sido o que menos homologou e declarou terras indígenas desde a redemocratização do país, a preocupação dos indígenas é que o governo interino reveja as decisões tomadas recentemente, quando foram homologadas 12 TIs, entre elas as dos povos Munduruku, no Oeste do Pará, onde o governo projeta duas hidrelétricas: São Luiz do Tapajós e Jatobá, que podem gerar energia para abastecer mais de 22 milhões de residências.
Governo reduz imposto da eletricidade para avicultores e agricultores irrigados
O governador Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, assinou em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, dois decretos para a redução de impostos: o primeiro reduz a alíquota de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre energia elétrica de 17% para 2% para os avicultores e de 17% para 5% para agricultores irrigantes.
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