Promessa de campanha: Construir casas com placas solares para gerar empregos

(Foto: Pixabay)

Vamos trazer luz para a campanha presidencial e suas promessas para o setor. Todos tratam o segmento de energia como a bomba da vez. Privatização da Eletrobras e suas concessionárias (em andamento), conta de luz tipo caixa de pandora, que precisa ser aberta mas sabe-se lá o que isso vai custar ao consumidor, as famigeradas contas que as concessionárias e a Aneel jogam goela a baixo nas tarifas de energia e por aí vai.

Mas o que pensam esses candidatos?

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou neste sábado (25), em Mauá (SP), que vai apoiar iniciativas de geração de empregos para mulheres, como por meio da construção de 1,5 milhão de casas com placas solares.“ Uma parte dos investimentos que são feitos para geração de energia serão deslocados para as energias renováveis. E uma das fontes é essa de fazer 1,5 milhão de casas com placas solares. Isso geraria muitos empregos”, afirmou Marina.

Com o tema “A energia do futuro é livre”, a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) promoveu um encontro com os presidenciáveis, dia 21 passado, em São Paulo. Sabe quantos candidatos apareceram? Só um, João Amoêdo (Partido Novo). Os demais enviaram seus representantes.

Estiveram presentes ao debate os candidatos a vice-presidentes Kátia Abreu, na chapa com Ciro Gomes (PDT) ; Eduardo Jorge, dupla com Marina Silva (Rede), Paulo Rabello, com Álvaro Dias (Podemos), além de Maurício Tolmasquin, ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representante do Partido dos Trabalhadores.

“Não há como fugir das energias renováveis. O estímulo à energia fotovoltaica, à biomassa e à eólica estão em nosso projeto de governo. Precisamos fomentar empregos, e as novas fonte s energéticas são um impulso importante”, disse Kátia Abreu.

Para Eduardo Jorge, candidato à vice pela Rede, a crise ambiental, as mudanças climáticas e o aquecimento global são temas urgentes na agenda do governo, e as energias renováveis têm papel fundamental para a sustentabilidade. “Também pensamos em reavaliar o marco regulatório do gás natural, que embora seja um combustível fóssil, é limpo e não traz prejuízos ao meio ambiente”, destacou.

Maurício Tolmasquin destacou o crescimento da energia eólica, solar e de biomassa no Brasil, e afirmou que o modelo de consumo de energia precisa ser revisto.

Fonte: Fecombustíveis

 

Biodiesel com cabeça e rabo de peixe no Amazonas

Pesquisadores do Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia começaram a produzir biodiesel a partir dos restos da matéria-prima que seriam descartados pelo frigorífico Iranduba Pescados, a 27 km de Manaus.

Entre 20 e 30 dias, a empresa planeja começar a utilizar o combustível para o funcionamento de geradores de energia. Com a medida, o Iranduba Pescados planeja reduzir em até R$ 1,2 milhão por ano o gasto com energia elétrica.

“No frigorífico, hoje, é gasto R$ 150 mil de energia elétrica por mês… Agora, uma coisa que era lixo vai trazer uma economia de R$ 100 mil por mês, que é o potencial, explica Gilberto Novaes, presidente fundador do Instituto Transire”.

O Instituto planeja desenvolver um método único para a extração do biodiesel de peixe. “Na Amazônia, o biodiesel tem um índice diferente de gordura saturada por se tratar de peixe. Ele pode ser muito mais viável para ser gerado do que o biodiesel na forma que a gente conhece hoje. Deixamos a Amazônia mais limpa, viabilizamos um dos insumos tão caros para aqueles que têm frigoríficos e viabilizamos ainda que a matriz econômica continue circulando em outros períodos do ano”, celebra.

Fonte: Acrítica