QUEM DÁ MAIS? LEILÃO DE ENERGIA ECONOMIZA R$ 925 MILHÕES

(Foto: Reprodução/ Bruno de Avila)

Batido o martelo, os contratos para fornecimento de energia somaram R$9,7 bilhões e os investimentos para a construção de novas usinas somam R$1,8 bilhão. O preço médio foi de R$ 198,59 por MWh e o deságio médio de 8,65%. 

A demanda foi integralmente atendida com a compra de 201,8 MW médios, para uma necessidade de 199,55 MW médios, com entrega prevista para 2021, segundo a  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os contratos são para fornecimento de energia por 30 anos para as usinas hidrelétricas na modalidade por quantidade; por 25 anos para as usinas a biomassa; e por 20 anos para a usina a gás. Foram contratados 29 empreendimentos de geração, sendo 20 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), totalizando 82,9 MW médios; uma nova usina hidrelétrica (34,1 MW médios de energia contratada); sete térmicas movidas a biomassa (81,5 MWmédios contratado); e uma planta movida a gás natural em ciclo combinado (3,3 MWmédios), o que soma 201,8 MWmédios de energia contratada.

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Paraná (7 usinas), Mato Grosso (6 usinas), São Paulo (4 usinas), Goiás (3 usinas), Minas Gerais e Santa Catarina (2 usinas), e Maranhão, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Rondônia (1 usina).

99% da energia contratada é renovável

Foram contratados 523 MW em 28 projetos a partir de fontes renováveis, equivalentes a 99,0% da potência total negociada no leilão a um preço médio de R$ 197,89/MWh. 21 projetos são de aproveitamentos hidrelétricos, somando 324,9 MW;sete são termelétricas a biomassa, somando 198,4 MW, com preço médio de R$ 235,95/MWh e uma termelétrica  de gás natural em ciclo combinado de 5,5 MW, negociado ao preço de R$ 258,00/MWh.

As usinas contratadas estão localizadas nos estados de Espírito Santo (1), Goiás (3), Maranhão (1), Mato Grosso (6), Mato Grosso do Sul (1), Minas Gerais (2), Paraná (7), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (2) e São Paulo (4).

A Eletrobras espera receber R$ 18,5 bilhões em indenizações –  R$ 10 bilhões já estão garantidos. Segundo especialistas, esta recomposição de caixa recoloca a estatal em condições de voltar a participar dos leilões de transmissão.

 

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