Na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, em Lisbioa, o Brasil está representado pela Rede de Conservação da Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), formada por cinco dos maiores projetos de conservação do Oceano do país, os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e vão apresentar as diretrizes de seu Planejamento Estratégico Integrado para a próxima década, em evento amanhã, dia 29, transmitido ao vivo, entre 9h e 11h (horário de Brasília).
Alinhada a essas diretrizes, a Rede Biomar vai apresentar seu Planejamento Estratégico Integrado com o intuito de ressaltar a conectividade e as ações que movem os projetos com vista à saúde do Oceano e das espécies. “Esta é também uma oportunidade de revelar o nosso legado de vida, de trabalho e a nossa missão: o cuidado com as espécies não humanas, todos os seres que compartilham conosco a mesma existência”, destaca Maíra Borgonha, gerente geral do Projeto Meros do Brasil.
O Planejamento identifica transformações socioambientais positivas, notáveis e mensuráveis que precisam ser geradas para a conservação da biodiversidade marinha e promoção de um Oceano sustentável. A Teoria da Mudança prevê que será necessária uma série de transformações ecológicas, econômicas e culturais que levem para uma interação mais sustentável da ação humana em face da biodiversidade marinha que resultem na melhoria no estado geral de conservação do Oceano.
Para o novo decênio, foram definidos eixos estratégicos de atuação: geração de conhecimento, conscientização, socioeconomia, impacto social, conservação, além de eixos complementares de reputação, relacionamento e transformação digital. Para isso, é essencial sensibilizar e alertar tomadores de decisão e a sociedade em geral para, através do engajamento, gerar políticas públicas mais adequadas e assertivas para a continuidade dos serviços ambientais prestados pelo Oceano, além de levar a sociedade a rever padrões e modelos de produção e práticas de consumo.
“O nosso profundo desejo de unidade entre seres humanos e natureza é manifesto aqui nesse espaço e tempo. Esse é o nosso presente, o nosso agora: inspirar pessoas a tornarem-se defensoras das espécies e da vida, de todas as formas de vida. Que esse seja o futuro, e que ele comece agora”, comenta Maíra.
SOBRE A REDE BIOMAR – Referência em ações de conservação em todo o Brasil, a Rede Biomar nasceu do empenho em otimizar os esforços institucionais, visando a obter excelência em projetos de biodiversidade marinha. Os Projetos convergem conhecimentos e experiências para a realização de ações conjuntas e são atuantes na proteção de espécies e ecossistemas marinhos brasileiros. Juntos, nos primeiros 10 anos, os Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil já envolveram mais de 9 milhões de pessoas em ações de sensibilização e educação ambiental; produziram mais de 720 publicações técnicas e científicas; apoiaram a elaboração e execução de seis Planos de Ação Nacionais; participaram de mais de 2.230 fóruns nacionais e internacionais e geraram mais de 7.670 matérias na mídia que fortalecem a importância desse trabalho.
SOBRE O PROJETO ALBATROZ – Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras. O Projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.A principal linha de ação do Projeto, nascido no ano de 1990, em Santos (SP), é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil. Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS), Cabo Frio (RJ) e Natal (RN).