A 14ª edição do Prêmio Péter Murányi 2016, com tema Alimentação, concedeu o 1º lugar para os pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP que constataram mudanças fisiológicas em frutas e verduras causados pelo estresse pós-colheita. O trabalho “Bases Moleculares das Transformações Pós-Colheita e Qualidade de Frutas” visa proporcionar segurança alimentar e nutricional, com redução de perdas alimentícias.
“Uma enorme quantidade dos frutos colhidos não chega à mesa, o que representa um desperdício de milhões de toneladas”, complementa Franco Lajolo, coordenador da equipe de pesquisadores formada por Beatriz Cordenusi e João R. O. Nascimento.
Ainda com foco em reduzir o desperdício desses alimentos, Marcos Ferreira, da Embrapa Instrumentação, foi reconhecido como um dos finalistas do prêmio pelo estudo sobre a “Redução das perdas de alimentos no setor de frutas e hortaliças”, no qual identificou a importância de tecnologias para determinadas etapas desde a colheita até que o fruto chegue ao consumidor. Além da aplicação de nanopartículas em embalagens antimicrobiana, reduzindo contaminações e até mesmo coberturas comestíveis que proporcionam redução na perda de água.
Assim como o grupo de pesquisadores da Faculdade de Nutrição da UFG (Universidade Federal de Goiás) – João Mota, Aline Gomes, Rávila de Souza, Patrícia Borges e Tatyanne Gomes – que também ficou entre os finalistas ao concluírem que o “Mix de probióticos associado à intervenção dietética melhorou a composição corporal, perfil lipídico e atividade de enzimas antioxidantes, sem alterar o perfil inflamatório” e reduzindo o excesso de gordura abdominal e risco cardiovascular de uma forma mais eficaz do que a intervenção dietética isolada.
O Prêmio Péter Murányi acontece anualmente com alternação de temas como Alimentação, Educação, Saúde e Desenvolvimento Científico & Tecnológico e visa reconhecer cientistas e pesquisadores que viabilizam melhor qualidade de vida das populações em desenvolvimento.





























